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Ataques em escolas não são causados apenas por bullying, diz especialista

Um adolescente de 17 anos invadiu uma escola e São Paulo e atirou contra alunos; uma pessoa morreu e três ficaram feridas

O ataque ocorreu na manhã desta sexta-feira (23)

O ataque ocorreu na manhã desta sexta-feira

Reprodução | Google Street View

Um jovem de 16 foi detido na manhã desta segunda-feira (23) suspeito por um ataque a tiros na Escola Estadual Sapopemba, em São Paulo. O estudante sofria bullying, humilhações e já foi alvo de agressões físicas pelos colegas, o que teria motivado o crime.

Segundo informações dos alunos, o suspeito era gay e era alvo de bullying por parte dos colegas, ele já teria, inclusive ameaçado atacar os colegas. Nesta manhã, ele invadiu a escola com uma arma de fogo que pertence ao seu pai e atirou contra outros estudantes. Uma aluna de 17 anos morreu e outras duas de 15 anos foram baleadas, além delas, uma de 18 se feriu no tumulto.

A psicóloga clínica, Dra. Maíra Barroso Léo, afirma que esses tipos de caso não podem ser reduzidos ‘somente’ ao bullying e que, mesmo diante do grande sofrimento causado pela ação, atribuir essas passagens exclusivamente ao bullying seria ‘ingênuo e reducionista’.

"É importante ver esse tipo de ocorrência de forma multideterminada. Conhecer a história por trás dessa violência sofrida, quem foram os agressores ou agentes provocadores, quem é a família do adolescente, quem participa da educação, orientação e formação, histórico de saúde mental e antecedentes psiquiátricos na família”, explica.

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A especialista ressalta que uma série de eventos podem ter influência para desencadear um ato como o visto nesta segunda-feira (23). Diante disso, ela afirma que a conversa aberta entre pais e filhos, somado com a busca de um profissional especializado, podem ser determinantes para proteger a vida dos jovens.

“Que conversem abertamente, sem tabu, com seus filhos, explicando sobre o que é sofrer violência e o que é cometer violência psicológica contra o outro, as consequências do outro, da própria vida e monitorar o comportamento e as ações dos filhos. Não existe outra forma de prevenir além do conhecimento, das escolas abordarem o tema, acompanharem os comportamentos que possam ter como desfecho tragédias como essa”, completa.

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