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Puxada pelo leite, inflação de junho é a maior para o mês desde 2018, aponta IBGE

IPCA nos últimos 12 meses atingiu 11,89%

Vilões do mês: leite longa vida aumentou 10,72% e feijão carioca subiu 9,74%

A alta de 0,67% registrada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em junho foi a variação mais elevada para o mês desde 2018, quando o índice havia sido de 1,26%, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No mês de junho de 2021, o IPCA tinha sido de 0,53%.
A taxa em 12 meses passou de 11,73% em maio para 11,89% em junho. O acumulado em 12 meses está no patamar de dois dígitos há dez meses consecutivos. A última vez que a inflação ficou tanto tempo em dois dígitos foi entre novembro de 2002 e novembro de 2003.

"De fato está mais alta do que tinha se observado nos últimos anos", confirmou nesta sexta Pedro Kislanov, gerente do Sistema de Índices de Preços do IBGE. A meta de inflação para este ano perseguida pelo Banco Central é de 3,5%, que tem teto de tolerância de 5%.

Grupos


O grupo Alimentação e bebidas saiu de um aumento de 0,48% em maio para uma elevação de 0,80% em junho, dentro do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na manhã desta sexta-feira. O grupo contribuiu com 0,17 ponto porcentual para a taxa de 0,67% do IPCA do último mês.

A alimentação no domicílio aumentou 0,63% em junho. As famílias pagaram mais pelo leite longa vida (10,72%) e pelo feijão carioca (9,74%). Houve recuos nos preços da cenoura (-23,36%), cebola (-7,06%), batata-inglesa (-3,47%) e tomate (-2,70%).

Os alimentos para consumo fora do domicílio subiram 1,26% em junho. A refeição fora de casa subiu 0,95%, enquanto o lanche aumentou 2,21%.

Já os gastos das famílias com transportes passaram de alta de 1 34% em maio para um avanço de 0,57% em junho, um impacto de 0,13 ponto porcentual sobre a taxa registrada pelo IPCA no último mê.

A desaceleração no ritmo de alta na passagem de maio para junho foi influenciada pela queda de 1,20% nos combustíveis. Os preços da gasolina caíram 0,72%, enquanto o etanol recuou 6,41%. Por outro lado, o óleo diesel ficou 3,82% mais caro, e o gás veicular subiu 0,30%.

As passagens aéreas aumentaram 11,32% em junho, um impacto positivo de 0,06 ponto porcentual. Em 12 meses, elas acumulam alta de 122,40%.

O ônibus urbano subiu 0,72%, devido a reajustes em Salvador e Aracaju. Os ônibus intermunicipais ficaram 1,39% mais caros, com elevações em Aracaju, Salvador e Goiânia.

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