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Pequenos empresários destacam retomada da geração de empregos depois da fase crítica da pandemia

Confira o segundo capítulo da série de reportagens especiais do Itatiaia Agora, 'Contrata-se, a força dos pequenos negócios na retomada do emprego'

Segundo os empresários, o delivery tem sido ferramenta fundamental para os negócios desde o início da pandemia

No segundo capítulo da série de reportagens especiais do Itatiaia Agora, 'Contrata-se, a força dos pequenos negócios na retomada do emprego', donos de micro e pequenas empresas reforçam a percepção da retomada da geração de empregos depois da fase crítica da pandemia.

“Eu tinha em média 30 funcionários. Hoje, eu tenho 58 funcionários e ainda há vagas”, explica Cláudia Domingos, dona de padarias em Belo Horizonte. Com o crescimento do empreendimento para dar conta da demanda, a empresária explica que precisou aumentar o quadro de funcionários, que ainda não está completo.

“Meu momento pré-pandemia, estava indo muito bem com mão de obra controlada. Na pandemia, eu segurei para não fazer dispensas e isso foi o que me ajudou, porque durante a pandemia eu tive um crescimento em loja e precisei até expandir o negócio”, conta Cláudia.

Dono de um restaurante na capital, Ricardo Rodrigues precisou diminuir o quadro de funcionários de 38 para 15 pessoas no momento mais crítico da pandemia. Uma mudança no cenário aconteceu por causa do delivery, fundamental durante o isolamento e responsável por alavancar o patamar de vendas, demandando também mais pessoas para trabalhar.

“Nós passamos pela pandemia em um trabalho contínuo, em função de termos uma plataforma de delivery muito ativa. Hoje, a gente já tem 42 colaboradores, com possibilidade de crescimento. As vendas também estão numa crescente, saindo de uma pandemia com uma demanda reprimida de consumo nos bares e restaurantes e, com o delivery ativo, também acrescentou ao faturamento mensal”, relata o empresário.

Entregas

Maíra Marcolino, dona de uma hamburgueria, só não fechou o empreendimento durante a pandemia graças às entregas. O delivery, que antes era uma pequena parcela do negócio, acabou virando a salvação e, hoje, é o braço fundamental para a hamburgueria, que voltou a crescer e a contratar. “Estamos trabalhando com 10 pessoas e procurando mais duas pessoas para preencher duas vagas”, conta.

“Agora a gente colocou o pé no acelerador, nosso movimento já está retomando praticamente o cenário de pré-pandemia”, explica Maíra. “Eu tive que reduzir a minha equipe para cinco pessoas para trabalhar somente com o delivery. Agora, com o delivery e com o atendimento presencial, nossa empresa já está praticamente 100%”, completa.

Apesar da possibilidade de manter um quadro de funcionários enxuto, mesmo com a retomada, Maíra explica que é necessário investir em talentos para competir com os gigantes, o que justifica o motivo dos pequenos empreendimentos liderarem as contratações.

“O microempresário precisa produzir as coisas de uma forma artesanal, com muito cuidado. Para isso, a gente precisa de mais pessoas, mais talentos, para se diferenciar mesmo dos grandes”, afirma Maíra. “Eu me apoio uma equipe maior para fazer tudo de uma forma melhor para o meu cliente”, completa.

O aquecimento do mercado e a necessidade de contratações também são percebidos por aqueles que abriram seus empreendimentos logo antes da pandemia. Braulio Monteiro, comerciante da capital, conta que passou boa parte dos dois últimos anos trabalhando sozinho, mas o cenário agora é outro. “A perspectiva é de ampliar os negócios e abrir uma outra uma outra unidade em breve. E assim a gente vai precisar contratar mais é aí que a gente vê um pouco do aquecimento da economia”, explica.

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