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Dia dos Namorados: mulheres falam sobre violências sofridas com a hashtag 'não era amor quando'

A campanha  foi criada pela Não Era Amor,  movimento de impacto social que protagoniza soluções para um grande desafio: a violência doméstica

Neste dia dos namorados, o projeto está promovendo uma campanha de conscientização sobre a violência doméstica

Nas vésperas do Dia dos Namorados, mulheres vítimas de relacionamentos abusivos que se reúnem, por meio da campanha #NãoEraAmorQuando, para contar experiências vividas por elas que possam despertar outras mulheres vítimas de violência doméstica. 

Não era amor quando eu tinha que me desculpar por algo que eu não tinha culpa, só para que as coisas ficassem ‘bem’;

 Não era amor quando as minhas coisas nunca eram prioridades; 

Não era amor quando eu não podia ser eu.

Esses são alguns exemplos de relatos de mulheres, - publicados nas redes sociais, que não se conhecem, mas as histórias se encontram em meio ao abuso, muitas vezes disfarçado de cuidado ou proteção. 

A campanha  foi criada pela Não Era Amor,  movimento de impacto social que protagoniza soluções para um grande desafio: a violência doméstica.  O objetivo da ação  é expor os sinais de abuso - sejam psicológicos ou físicos.  

A ideia é que mulheres que hoje estão livres do abuso postem, marcando  a hashtag #NãoEraAmorQuando, contando uma situação em que, na época, pensou que fosse amor, mas hoje sabe que era abuso.

“Essa já é uma campanha que a gente faz, desde 2020, com a intenção de aumentar o debate social sobre o tema. A ideia é que as mulheres postem e outras se identifiquem com a situação e entendam que ela não está ‘louca’ e que não está sozinha”, explicou,  Pollyanna Abreu, idealizadora da Não Era Amor e da campanha de conscientização.


Raízes históricas

A violência contra a mulher é um problema social em que a raiz está na socialização. “A mulher é historicamente  criada para buscar uma relação e investir todo  tempo, todo o dinheiro e toda a energia em uma relação amorosa. Os filmes românticos nos mostram que a mulher só é feliz se tiver um  parceiro romântico. Assim, ela aprende que qualquer coisa está bom. Assim, vamos aprendendo que o abuso é amor”, aponta a psicóloga. 

Dúvidas, culpa, confusão mental, ansiedade e esperança de mudança. Esses são alguns dos sintomas que as mulheres precisam ficar alertas.  “Se ela está sentindo que tem alguma coisa errada, mesmo que não saiba nomear, é importante ficar atenta a esse sentimento”, explicou. 

Além disso, a profissional  diz sobre a importância da terapia especializada. Para maiores informações, entre em contato pelo Instagram @naoeramor_. 

Os tipos de violência 

O que é violência física

  • Espancar

  • Atirar objetos, sacudir e apertar os braços

  • Estrangular ou sufocar

  • Provocar lesões

O que é violência psicológica

  • Ameaçar

  • Constranger

  • Humilhar

  • Manipular

  • Proibir de estudar, viajar ou falar com amigos e parentes

  • Vigilância constante

  • Chantagear

  • Ridicularizar

  • Distorcer e omitir fatos para deixar a mulher em dúvida sobre sanidade (Gaslighting)

O que é violência sexual

  • Estupro

  • Obrigar a mulher a fazer atos sexuais que causam desconforto 

  • Impedir o uso de métodos contraceptivos ou forçar a mulher a abortar

  • Limitar ou anular o exercício dos direitos sexuais e reprodutivos da mulher

O que é violência patrimonial

  • Controlar o dinheiro

  • Deixar de pagar pensão

  • Destruir documentos pessoais

  • Privar de bens, valores ou recursos econômicos

  • Causar danos propositais a objetos da mulher


O que é violência moral

  • Acusar de traição

  • Emitir juízos morais sobre conduta

  • Fazer críticas mentirosas

  • Expor a vida íntima

  • Rebaixar por meio de xingamentos que incidem sobre a sua índole

    Fonte: Instituto Maria da Penha

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