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Câmara quer criar comissão para investigar desaparecimento de jornalista inglês e indigenista 

Requerimento para criação de uma comissão externa foi assinada por 5 deputados e precisa ser aprovado pela Câmara; desaparecimento completou 72 horas

Bruno Araújo, que trabalhava para a Funai, e Dom Phillips estão desaparecidos a mais de 72 horas

A Câmara dos Deputados quer criar uma comissão especial para investigar o desaparecimento do jornalista britânico Dom Phillips e o indigenista Bruno Pereira. Eles sumiram em uma região conhecida como Vale do Javari, na Amazônia, no último domingo (5).

Um requerimento, assinado por cinco deputados, que ainda deve ser aprovado pelo Legislativo, pede que a comissão externa acompanhe in loco os desdobramentos das investigações. Após a aprovação, a Câmara deve indicar os integrantes da comissão.

Na justificativa para a criação da comissão, os parlamentares alegam que o desaparecimento da dupla está ligado ao "aprofundamento da política anti-indigenista promovida pelo atual governo", como afrouxamento de normas, retaliação a servidores de agências ambientais, paralisação dos processos de multas e estrangulamento orçamentário.

Família de jornalista desaparecido implora por buscas: 'Enviem a Força Nacional'

"Vem acabando com o arcabouço jurídico que protege os recursos naturais e violando direitos fundamentais dos povos indígenas do Brasil, que nunca foram tão atacados quanto no governo Bolsonaro", afirmam os deputados.

Operação de busca

Agentes da Polícia Federal (PF) e da Força Nacional, da Marinha e do Exército, além de militares da polícia do Amazonas auxiliam as buscas por Dom Phillips e Bruno Pereira. A Polícia Civil abriu um inquérito para investigar o caso e já começou a ouvir testemunhas.

Jornalista e indigenista desaparecidos

O jornalista britânico Dom Phillips e o indigenista Bruno Araújo Pereira desapareceram no Vale do Javari, na Amazônia, no último domingo (5). Eles chegaram à comunidade de São Rafael por volta das 6h de domingo para conversarem com um líder comunitário. De lá partiram em direção a Atalaia do Norte, um trecho que pode ser percorrido em cerca de duas horas, mas não foram mais vistos. A embarcação era nova e tinha combustível suficiente para percorrer o trecho.

Segundo informações da polícia, Pereira é alvo constante de ameaças feitas por garimpeiros e pescadores.

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