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Produtos agropecuários batem recorde de exportações

Montante alcançado, de US$ 4,7 bilhões, é o melhor desde 1997

O café é o principal produto exportado com US$ 2,4 bilhões e 10,2 milhões de sacas


O agronegócio mineiro vai bem, obrigado. De janeiro a abril de 2022, as exportações de produtos agropecuários registraram US$ 4,7 bilhões e 3,8 milhões de toneladas, o que representa um aumento de 49% no valor da receita e 0,1% no volume embarcado, quando comparado com o primeiro quadrimestre de 2021. 

A valorização do preço médio pago pelas commodities no âmbito internacional explica os números. As vendas bateram recorde e contabilizaram, para o acumulado do ano, o melhor desempenho de toda a série histórica observada desde 1997.


Na avaliação do subsecretário de Política e Economia Agropecuária da Secretaria de Estado da Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais (Seapa), João Ricardo Albanez, esse cenário positivo foi impulsionado pela volta das atividades comerciais no mundo pós-pandemia, pela alta demanda por alimentos e, mais recentemente, as consequências da Guerra entre Rússia e Ucrânia, importantes fornecedores do mercado agro. 

O café segue como principal produto exportado com US$ 2,4 bilhões e 10,2 milhões de sacas embarcadas para o exterior. As vendas obtiveram 66% de acréscimo na receita e redução de 4% no volume. 

O complexo soja ocupou o 2º. lugar no ranking da pauta exportadora do agro. A receita obtida foi a melhor marca alcançada nas vendas no primeiro quadrimestre da série histórica. Grãos, farelo e óleo registraram US$ 1,1 bilhão e 2 milhões de toneladas. Os índices alcançaram marcas importantes de 41% de aumento na receita e 7% no volume. 

As carnes apareceram em terceiro lugar das vendas com US$ 492 milhões e 130 mil toneladas. O segmento da bovinocultura apresentou incremento de 66% na receita e 30% no volume. 

Já o de aves registrou 41% na receita e 15% nos embarques. 

No que se refere a Produtos Florestais, a receita foi de US$ 268 milhões e 508 mil toneladas. Houve registro significativo das vendas de celulose, madeira e papel, perfazendo a fatia de 6% das vendas do agro do estado.

A China, mais uma vez, foi destaque, aumentando em 50% as aquisições desse segmento, principalmente de grãos.  Representou cerca de 80% dos embarques.


Principais produtos exportados: 

  • café (52%)

  • complexo soja (24%)

  • carnes (11%)

  • produtos florestais (6%) 

  • e complexo sucroalcooleiro (4%).


Ao todo foram contabilizados 155 destinos para nossos produtos. O ranking dos principais parceiros comerciais foram:

  • China (US$ 1, 2 bilhão)

  • Alemanha (US$ 557 milhões)

  • Estados Unidos (US$ 535 milhões)

  • Bélgica (US$ 322 milhões)

  • Itália (US$ 270 milhões). 


Todos esses parceiros aumentaram suas compras em mais de 50%, na comparação com o mesmo período do ano anterior.



O desafio das importações dos fertilizantes



Passados mais de 100 dias da Guerra da Ucrânia, sem perspectiva de desfecho, a principal preocupação recai sobre o custo dos fertilizantes. No ano passado, o preço médio da arroba desse produto estava em torno de US$ 250 e a média dos últimos quatro meses, é de US$ 666, a arroba, o que representa um aumento de 105% e, certamente, desanimou os produtores rurais. 


Somada às dificuldades nos trâmites de importação (barreiras impostas à Rússia, que é o principal fornecedor) e embargos nos portos da Ucrânia, a taxa caiu 22% em relação ao mesmo período do ano passado.

A boa notícia é que toda crise leva pessoas, instituições e empresas a se mobilizarem. Albanez lembra que o Governo Federal lançou o Plano Nacional de Fertilizantes; a  Epamig tem buscado outras fontes de insumos e a  Embrapa Milho e Sorgo, em Sete Lagoas, promove a partir de amanhã (8) a Caravana Fert Brasil, um seminário que propõe uma reflexão sobre os fertilizantes, trazendo informações e novas tecnologias para que os produtores possam reduzir a quantidade utilizada de insumos.


“Os próprios produtores rurais, que também são empreendedores, estão buscando alternativas. Existem, hoje, produtos que tornam os nutrientes do solo mais disponíveis; as análises da terra, feitas por laboratórios especializados, informam as quantidades exatas de cada nutriente que deve-se acrescentar e o uso do calcário, abundante em nosso país, tem sido cada vez mais recomendado. Ninguém quer uma crise, mas elas são importantes para provocar reflexões sobre as nossas potencialidades e possibilidades”, disse o subsecretário. 




Importações de adubos e fertilizantes por MG

De janeiro a maio de 2022


As importações totais do Estado geraram despesas US$ 4, 4 bilhões. Desse total, 9% refere-se à compra de adubos e fertilizantes, que somam US$ 437 milhões e 655 mil toneladas.


Vinte e três países forneceram o insumo para o Brasi. 

Os principais foram:

Rússia - US$ 127 milhões e 180 mil toneladas

Canadá - US$ 78 milhões e 104 mil toneladas

Nigéria US$ - 25 milhões e 31 mil toneladas








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