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Ex-policial militar condenado por tráfico de armas ganha prisão domiciliar

O ex-sargento deveria cumprir 22 anos e seis meses de cadeia; menos de um ano depois da sentença conseguiu a liberdade 

Thiago Soares ganha liberdade após um ano de prisão por tráfico internacional de armas

Um homem apontado como um dos maiores traficantes de munição do Rio de Janeiro ganhou a liberdade. Menos de um ano depois de ser condenado a 22 anos e seis meses de prisão por comandar uma quadrilha de tráfico internacional de armas e cartuchos, o ex-sargento da PM, Thiago Soares Andrade Silva, conseguiu o direito de cumprir a pena em casa.

Nas duas decisões ocorridas em março, a Vara de Execuções Penais concedeu a Thiago Soares a progressão para o regime semiaberto, deu autorização para ele sair do presídio para trabalhar e determinou que ele cumpra a pena em prisão domiciliar, mediante a instalação de uma tornozeleira eletrônica.

‘Comportamento ótimo’

O ex-policial foi preso em março de 2019 e não cumpriu nem um quinto da pena. No entanto, conforme decisão da juíza Roberta Barrouin que determinou a progressão de regime, o agente “não cometeu qualquer falta disciplinar, grave ou não, até aqui, estando classificado no índice de comportamento carcerário ‘ótimo’”.

Já na semana seguinte, quando determinou que Soares poderia trabalhar fora da cadeia e cumprir a pena em casa, a magistrada alegou que “as penas de quem logrou obter trabalhos extramuros passaram a ser cumpridas em prisão albergue domiciliar” para evitar o contágio da Covid-19 nos presídios do estado. O ex-PM conseguiu autorização para trabalhar como “gerente de compras” numa empresa de construção e manutenção predial na Baixada Fluminense.

Investigação

A investigação, conduzida pela Delegacia Especializada em Armas, Munições e Explosivos (Desarme), revelou que a quadrilha foi formada a partir dos contatos entre ex-paraquedistas do Exército, que serviram juntos em 2002. Thiago Soares era um deles e o outro era Leonardo Santos Carvalho, que segundo uma testemunha, “trabalha com comércio de material bélico desde 2004, ou seja, na época que ainda servia o exército".

Ao todo, nove grandes carregamentos clandestinos de munição transportados entre 2017 e 2018 pelo grupo foram identificados ao longo da investigação: quatro deles foram interceptados em rodovias antes de chegarem ao Rio, cada um com pelo menos 6 mil cartuchos.

Defesa alega inocência

O ex-militar foi preso em março de 2019, três meses depois da prisão dele ter sido decretada pela Justiça. Ele foi capturado em Cabo Frio, na Região dos Lagos. Após a condenação, em janeiro deste ano, a corporação expulsou o agente. Desde então, ele tenta voltar à PM.

Ao longo do processo por tráfico de armas, a defesa de Soares alega que o ex-PM é inocente e que não havia provas suficientes para condená-lo. De casa, ele também recorre da condenação.

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