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Idoso morre em hospital após outro paciente desligar aparelhos respiratórios por achar que ele 'estava bem'

O homem tinha 90 anos e estava na ala Covid do hospital. Porém, o advogado de defesa alega que ele não estava com a doença

Um idoso, de 90 anos, morreu após outro paciente, de 78, desligar os aparelhos respiratórios, por achar que ele estava bem, no Hospital Regional de Taguatinga (HRT). O Governo do Distrito Federal (GDF) foi condenado pela morte do homem, que ocorreu em 2020, mas recorreu da decisão. 

Arlindo Gomes de Araújo passou mal em casa e depois foi internado. Como estava com dificuldade para respirar, ele foi colocado na ala de Covid do hospital. No entanto, não foi confirmado se ele estava realmente com a doença. 

“O paciente estava com quadro de dificuldades respiratórias, mas não tinha suspeita de Covid”, disse o advogado Renato Araújo, que defende a família, ao Metrópoles. “Por ser questão respiratória, ele precisava ficar ligado aos aparelhos. Quando tirava o oxigênio, ele piorava”, acrescentou. 

A morte foi registrada na certidão de óbito como “insuficiência respiratória aguda, com suspeita de Covid-19”. 

Família não sabia que aparelhos haviam sido desligados 

A família apenas descobriu que o idoso morreu porque alguém desligou os aparelhos respiratórios, quando a Polícia Civil do DF instaurou investigação. À época, o corpo do idoso já estava no Instituto Médico Legal (IML).

O homem, de 78 anos, que desligou os aparelhos disse que os pacientes não precisavam mais do respirador mecânico, porque estavam bem. 

Em relato, uma médica revelou que dois aparelhos estavam desligados da tomada, sendo que um deles funcionava com a bateria auxiliar. O momento que os equipamentos foram desplugados não foi testemunhado, mas o paciente admitiu ter desligado os aparelhos. Ele também faleceu pouco tempo depois. 

Com isso, os familiares do idoso de 90 anos entraram na Justiça e, em primeira instância, o governo foi condenado a pagar indenização de R$ 40 mil. “Trata-se de um dos casos mais graves envolvendo erro médico, omissão do estado e a pandemia da Covid-19. O Distrito Federal foi condenado em primeira instância e aguarda-se a decisão do TJDFT compreendendo que pela gravidade dos fatos a condenação deve ser mantida e majorada”, comentou o defensor Renato Araújo.

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