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Diretor do Mineirão explica plano para impedir casos de violência e confusão nas catracas do estádio

Torcedores de Atlético e Cruzeiro relatam casos de assalto no Gigante da Pampulha

Torcedores relatam problemas de violência no Mineirão

Com Atlético e Cruzeiro vivendo boa fase e de bem com as torcidas, virou rotina ver o Mineirão cheio em 2022. Na mesma medida, crescem os relatos de violência dentro e nos arredores do Gigante da Pampulha, principal casa histórica do futebol mineiro.

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Em entrevista concedida à Itatiaia, Samuel Lloyd, diretor do estádio, pediu que as vítimas registrem os roubos, furtos e outros incidentes através de um boletim de ocorrência. De acordo com ele, as estatísticas são importantes para que os órgãos de segurança tenham a dimensão dos problemas.

"A gente pede que as pessoas registrem um boletim de ocorrência. Muitas não sabem, mas podem fazer online. É muito importante, porque quando se trata de crime, ele vai para a alçada de polícia. A segurança patrimonial, que é contratada pelo estádio, não tem poder de polícia. A gente precisa que essas estatísticas alimentem os órgãos de segurança para que eles façam ações aqui no Mineirão, ou no entorno, onde esses crimes acontecem", explicou.

Outros incidentes que estão atrapalhando a experiência dos torcedores ao Mineirão acontecem durante a entrada no interior do estádio. Muitos dos incidentes se dão por conta do alto volume de pessoas tentando passar pelas catracas instantes antes da bola rolar.

Além disso, há relatos de ingressos falsos sendo comercializados ou o mesmo ticket sendo replicado mais de uma vez. De acordo com o Cruzeiro, por exemplo, cerca de oito mil pessoas utilizaram entradas duplicas na partida contra o Sport, na terça-feira, 28 de junho.

"Esse é um problema crônico, que a gente tem que resolver junto com os clubes. Acho que as pessoas não sabem, mas a emissão dos ingressos é responsabilidade dos clubes mandantes. A checagem na hora da catraca, as pessoas que ficam ali para fazer esse controle de acesso, são contratadas pelos clubes", disse.

De acordo com Samuel Lloyd, a extinção dos ingressos de papel, após utilização dos ingressos nos celulares e impressos pelos próprios torcedores em casa, aumentou os problemas no momento das entradas dos torcedores.

"Uma coisa que mudou e a gente não tinha no passado são as facilidades. As pessoas querem entrar com PDF, já fazem check-in em aeroporto no celular. Então a gente deixou de usar aquele aquele ticket de segurança, aquele papel que era difícil de rasgar, tinha oito regras de segurança e era difícil de falsificar de forma rápida. Talvez a gente tenha que dar um passinho atrás com cartões, com tecnologia", opinou.

Para tentar amenizar as confusões nas catracas, clubes e Mineirão estão preparando uma barreira prévia no acesso à esplanada do estádio.

"O que está sendo feito agora pelos clubes e o Mineirão já comprou os equipamentos é uma leitura prévia. Ao invés de a gente ter a leitura dos ingressos só na catraca, haverá também a leitura na entrada da esplanada, para que a gente evite que as pessoas entrem com algum papel que não tem validade e façam essa bagunça na esplanada", finalizou.

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