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Advogado acredita que Atlético poderá contar com Pavón na Libertadores; entenda tese

Atacante levou seis jogos de gancho por conta da confusão na partida entre Galo e Boca, no Mineirão

Pavón é um dos quatro reforços do Atlético para a temporada

Um dos reforços do Atlético para o restante da temporada, Pavón chegou ao clube inicialmente para disputar as competições nacionais, já que tem que cumprir seis jogos de suspensão na Copa Libertadores. No entanto, para o advogado Gustavo Lopes, especialista em direito desportivo, são grandes as chances do Galo poder contar com o atacante.

Em entrevista concedida ao Rádio Esportes, da Itatiaia, ele explicou uma tese que poderia ser utilizada pelo departamento jurídico do Galo. A ideia é que, mesmo não inscrito pelo Boca Juniors na primeira fase da competição internacional , o argentino já passou as seis partidas de gancho sem entrar em campo. Portanto, seria uma punição dupla não atuar pelo alvinegro.

"O Boca faz a opção de não inscrevê-lo na Libertadores. Ou seja, ele não jogou os seis jogos da primeira fase. O fato dele não estar inscrito não tira dele a realidade de que ele não jogou seis jogos. Ele poderia ter jogado, uma vez que ele está vinculado ao Boca", disse.

Confira a entrevista completa

De acordo com Lopes, mesmo não sendo relacionado pelo clube de Buenos Aires, Pavón estava vinculado ao clube, que disputou a primeira fase da Copa Libertadores.

"A tese contrária diz que se ele não está inscrito na competição, ele não existia para a competição. Mas existe um princípio no direito que é o princípio da primazia da realidade. A realidade é que o Pavón era vinculado ao um clube que competiu a primeira fase e ele não jogou. Logo, o objetivo da penalidade fui cumprido", explicou.

Mesmo acreditando que a punição já foi cumprida enquanto o atacante estava defendendo o Boca Juniors, o advogado acredita que a Conmebol pode mudar a pena para apenas uma punição, que teria que ser paga pelo Atlético.

"Acredito, do ponto de vista jurídico e técnico, que a tese do Atlético é boa, que o Pavón de fato era atleta de um time que jogou a Libertadores e não disputou as seis partidas. Essa é a situação de fato. Agora, pelo que a gente conhece da Conmebol, acredito que o tribuna disciplinar vai acabar convertendo essa pena em multa. O Atlético paga a multa e libera o Pavón", finalizou.

Do ponto de vista formal, o departamento jurídico do Galo só pode defender o Pavón na entidade máxima do futebol sul-americano a partir do dia 18 de julho, quando abre a janela e o nome do argentino será vinculado oficialmente ao clube mineiro. Caso seja absolvido, "El Kinchán" poderia ser inscrito apenas a partir das quartas de final.

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