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Coopercitrus quer valorizar as mulheres do agro

Cooperativa lança projeto para capacitar, integrar e fortalecer empreendedoras e trabalhadoras do campo

Trabalhadora rural na colheita da uva em Petrolina (CE)

A Coopercitrus - Cooperativa de Produtores Rurais, com sede em Bebedouro (SP) e filiais em Minas e Goiás, lança amanhã (25) o projeto “Mulheres do Campo – O Agro é Delas”, dentro da Expo 22,  tradicional feira agropecuária da cidade.  

A iniciativa tem o objetivo de capacitar, fortalecer e promover a integração entre as mulheres no campo e contará com palestras, lives e reuniões periódicas. O projeto será implementado nos cinco polos regionais da entidade que, em nosso estado, estão em Araxá  e Uberlândia.

Quem idealizou o “Mulheres do Campo” foi a coordenadora de comunicação da Coopercitrus, Nayara Viana. Ela conta que, por meio das matérias produzidas para a revista da Coopercitrus, foi se dando conta da quantidade de propriedades gerenciadas por mulheres. “Então, tivemos a ideia de formatar um projeto que as aproximasse da cooperativa e promovesse networking, integração e capacitação”.

A partir do segundo semestre, o projeto vai passar pelas cidades mineiras, paulistas e goianas onde estão os polos da Coopercitrus. Ao todo, serão dez encontros presenciais onde serão levantadas as principais demandas, desafios e necessidades das mulheres do campo. “Com base nessas informações, vamos moldar o projeto”, explicou Nayara.

“Não queremos alcançar privilégios por meio do projeto, queremos equidade, a promoção de um tratamento justo entre homens e mulheres, sem distinção por gênero”, disse a diretora financeira da Coopercitrus e embaixadora do projeto, Simonia Sabadin.

Amanhã, durante o lançamento, está prevista uma palestra por Vanessa Saboni, engenheira agrônoma pioneira na valorização e integração de mulheres que abordará “a influência feminina na transformação do agro”. Em seguida, será feito um debate entre as cooperadas sobre os desafios enfrentados pelas mulheres no campo.

“Queremos que este lançamento mostre às mulheres que o agro é, sim, um ambiente delas e para elas. Queremos apresentar nossa influência do campo e entender nossos desafios para darmos um passo à frente”, disse Simonia.

Segundo Vanessa Saboni, as mulheres do agro sempre estiveram presentes, mas nunca foram tão vistas e valorizadas como nos últimos cinco anos. “Isso está acontecendo por questões culturais, pela ascensão das mulheres, visibilidade, pelo empoderamento feminino e também porque a mulher tem características e fortalezas que as colocam em posições de destaque na gestão e liderança feminina do agro. As mulheres têm um perfil de gestão que é ancestral, são comunicativas, compartilham informações, criam grupos e redes que fortalecem ideias”.

Ainda de acordo com Vanessa, outras características como o maior perfeccionismo e a organização favorecem o perfil para que as mulheres trabalhem com gestão. “Elas conseguem fazer mais de uma coisa ao mesmo tempo, são multitarefas. São mães e contribuem para a sucessão familiar no campo. Não é à toa que há mais de 1 milhão de mulheres gerenciando mais de 30 milhões de hectares em todo o Brasil”, disse.

De acordo com o Censo Agropecuário de 2017, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 19% dos estabelecimentos rurais brasileiros são geridos por mulheres, o que equivale a cerca de 1 milhão de negócios. 

 


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