Hulk ainda pode ser protagonista no Atlético?
Em que pese toda a idolatria, camisa 7 é uma peça na engrenagem do time e não está imune a cobranças

Eu poderia ocupar todo o espaço desta coluna para destacar os incríveis feitos do atacante Hulk com a camisa do Atlético. Este é um tema sempre sensível, porque estamos falando de um dos maiores ídolos da história alvinegra. O que ele construiu ninguém apaga, e ele sempre terá o meu máximo respeito.
Em que pese toda a idolatria, o camisa 7 é uma peça na engrenagem do time e não está imune a cobranças. Apesar de ter sido o artilheiro da equipe em 2025, com 21 gols, Hulk já indicava um declínio técnico, natural pelo momento da carreira. Na atual temporada, depois de todo o imbróglio envolvendo uma possível saída do jogador, ele permaneceu no Atlético e segue como titular absoluto, especialmente após a chegada do técnico Eduardo Domínguez. Mas será que Hulk ainda consegue sustentar a figura de protagonista do time? Pela história, sim, mas, pelo futebol apresentado, tenho dúvidas.
Nos dez jogos sob o comando de “Barba” Domínguez, Hulk foi titular em oito oportunidades. Nesse período, ele deu duas assistências e não marcou gols. É óbvio que a inoperância ofensiva do Atlético não é responsabilidade apenas do camisa 7, mas a titularidade inquestionável e a permanência do craque durante os 90 minutos em jogos consecutivos não têm feito bem ao Atlético nem ao próprio Hulk.
Entendo a opção do treinador em tentar resgatar o futebol do melhor jogador do time. Além disso, mexer com um ídolo do clube é sempre delicado — tanto que Sampaoli foi duramente criticado por isso. Existe ainda outro questionamento: se Hulk não pode mais ser o protagonista, quem no elenco é capaz de assumir esse posto? Sinceramente, não tenho a resposta.
Continuo com o pensamento de que o atacante ainda pode ser útil ao Galo, mas não dá para esperar que ele seja o mesmo de anos anteriores. É preciso realinhar as expectativas. Talvez estejamos esperando muito de alguém que, atualmente, não vai conseguir suprir os mesmos anseios.
Mineiro de Oliveira e graduado em Jornalismo na PUC-MG. Profissional apaixonado por futebol e outros esportes com passagens por Estado de Minas, Superesportes, Rádio Transamérica e O Tempo. Atua como comentarista e repórter da Itatiaia.
