Japão próximo de importar a carne bovina brasileira

Amigas e amigos do Agro!
Com a calma e os cuidados de sempre, autoridades sanitárias do Japão estão vitoriando frigoríficos que deverão abrir a exportação de carne bovina para os japoneses.
A espera do Brasil por esse comércio começou a cerca de 20 anos, mas a febre aftosa foi a grande barreira, que começou a ser quebrada no ano passado quando a Organização Mundial de Saude Animal declarou o gado brasileiro livre da febre aftosa sem o uso da vacina.
A partir daí, uma comissão japonesa esteve no Brasil ano passado para avaliar diversas situações sanitárias, e, agora voltaram com o objetivo de analisar frigoríficos do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná.
O Ministério da Agricultura tentou incluir outros estados, indicando Acre e Rondônia, proposta não aceita pelos japoneses.
Além de frigoríficos será avaliado todo o sistema produtivo pecuário, como a condição de produção, localização dos estabelecimentos, rastreabilidade dos animais, quarentena, diagnóstico laboratorial, vigilância e a resposta se houver uma emergência em aftosa.
Aprovado o sistema produtivo brasileiro, as tarifas entram em discussão. A tarifa cobrada pelo Japão é bem maior que a da China e dos Estados Unidos, chegando 38,5% e o Brasil vai buscar uma redução.
O Japão compra 700 mil toneladas anuais de carne bovina, sendo os Estados Unidos os principais clientes, depois a Austrália e cotas menores para o México, Nova Zelândia e Uruguai, começando a comprar também da Argentina.
O Japão paga a uma tonelada de carne bovina ate1 6 mil e 800 dólares, ao passo que o Brasil vende hoje por 5 mil e 500 dólares.
Itatiaia Agro
Valdir Barbosa
Produtor rural no município de Bambuí, em Minas Gerais, foi repórter esportivo por 18 anos na Itatiaia e, por 17 anos, atuou como Diretor de Comunicação e Gerente de Futebol no Cruzeiro Esporte Clube. Escreve diariamente sobre agronegócio e economia no campo.
