Guerra no Oriente Médio e El Niño podem reduzir produção mundial de arroz

Amigas e amigos do Agro!
A Organização da ONU para Alimentação e Agricultura (FAO) faz alerta sobre as consequências da guerra do Oriente Médio numa combinação com o El Niño, que podem reduzir a produção de arroz no planeta.
Os preços dos combustíveis, fertilizantes e fretes já são por demais conhecidos. Em algumas regiões da Ásia, os importadores têm encontrado dificuldades para compra de embalagens usadas na exportação do cereal.
Índia, Tailândia e Filipinas começam o plantio de arroz em junho e julho período que há 60% da atuação do El Niño na faixa dos países tropicais. Indonésia planta em setembro, mas também entra na área de risco.
A produção brasileira, 70% no Rio Grande do Sul, vai ter uma queda em torno de 15% devendo apresentar um volume de 11 milhões de toneladas, sendo que o Brasil consome 14 milhões.
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A preocupação da FAO gira também em torno do Estreito de Ormuz, que vai travando o comércio do arroz, alimento mais consumido no mundo e de muita importância para países africanos.
O café é outro que pode sofrer consequências com o El Niño. Para a safra brasileira desse ano não há problema, a questão é com o forte calor e o aumento das chuvas no segundo semestre, exatamente n florada dos cafezais e formação dos grãos.
O boi gordo que até a primeira quinzena de abril vinha com preços batendo no teto, entra em queda no mês de maio e a tendência é baixar um pouco mais. Resta saber quando o consumidor vai sentir essa queda no bolso.
A arroba do boi valendo hoje R$ 360 em São Paulo e Cuiabá, R$ 350 no Mato Grosso do Sul, R$ 340 em Uberaba.
Itatiaia Agro, Valdir Barbosa.
Produtor rural no município de Bambuí, em Minas Gerais, foi repórter esportivo por 18 anos na Itatiaia e, por 17 anos, atuou como Diretor de Comunicação e Gerente de Futebol no Cruzeiro Esporte Clube. Escreve diariamente sobre agronegócio e economia no campo.
