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Órbi ICT apoia empreendedorismo de comunidades e amplia atuação em impacto social

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Christiano Xavier (fundo, à direita), CEO do Órbi ICT, acompanha palestra da Marciele Dulduque na ExpoFavela Minas • Reverso Filmes/Divulgação

Valorizar inovação e criatividade também passa pelo apoio ao desenvolvimento de quem empreende nas comunidades. Esse direcionamento tem guiado o Órbi ICT em projetos de impacto social e cultural. Exemplo disso é a ExpoFavela Minas, evento que este ano reuniu mais de 10 mil pessoas e movimentou mais de R$ 6 milhões em negócios em Belo Horizonte. A aposta do Órbi, junto ao Inter e outros parceiros, no projeto inclui a formação de empreendedores, o acesso a redes e a aproximação com o mercado.

A diretora de Operações do Órbi, Francis Aquino, avalia que o impacto de iniciativas como essa vai além do resultado dos negócios. “É uma oportunidade de entender a inovação social e a criatividade a partir das necessidades. Nem sempre um empreendedor inicia um negócio por desejo, mas porque precisou. Os projetos apresentados ali, então, diferentemente de outras bancas, vêm carregados de paixão e luta. Precisamos unir cada vez mais grandes corporações para apoiar empreendedores que são do corre. Espaços cuidados para fomentar escolas de aprendizagem sobre inovação, criatividade e o empreender são fundamentais. Quando um empreendedor de favela vence, ele leva uma comunidade inteira junto", diz.  

Francis Aquino, na ExpoFavela Minas • Reverso Filmes/Divulgação
Francis Aquino, na ExpoFavela Minas • Reverso Filmes/Divulgação

A presidente da Central Única de Favelas (CUFA) Minas, Marciele Delduque, destaca os resultados e o alcance do evento. “Vimos empreendedores criando conexões, ampliando suas redes e apresentando seus negócios”, lembra. Ela também aponta o papel do encontro entre os participantes. “A Expo Favela é um espaço onde as pessoas se reconhecem, se conectam e entendem que seus sonhos têm valor”, diz.

A feira de negócios reúne empreendedores das favelas e tem como objetivo dar visibilidade às iniciativas desenvolvidas nas comunidades, promovendo conexões com investidores e ampliando oportunidades de geração de renda e desenvolvimento econômico. A Expo Favela Minas reúne também artistas, investidores, lideranças sociais e representantes de instituições públicas e privadas em uma programação voltada à inovação, inclusão social e fortalecimento do empreendedorismo nas periferias. 

Além da rodada de negócios, a Expo Favela Minas promove painéis temáticos, apresentações culturais, música ao vivo, experiências imersivas e espaços dedicados à literatura, ao esporte, à comunicação e à inovação. Entre os destaques da programação estão a Favela Literária, o Favela Cast, a Arena Esporte, a Cozinha Show e o Prêmio Trancista Referência, que reconhece profissionais que transformam a arte das tranças em instrumento de geração de renda, identidade cultural e fortalecimento da autoestima de mulheres negras.

Outro diferencial da Expo Favela Minas 2026 foi o processo de formação continuada desenvolvido junto aos empreendedores participantes. Mais do que expor seus produtos e serviços durante a feira, os selecionados passam a integrar a Escola de Negócios da Favela da CUFA Minas, recebendo acompanhamento técnico, mentorias especializadas e formações estratégicas antes, durante e após o evento. A iniciativa conta ainda com importantes parceiros institucionais, como o Órbi ICT, SEBRAE Minas, Instituto Localiza, Fundação Dom Cabral e Abrasel Brasil, que contribuem com formações, mentorias e ações voltadas ao desenvolvimento saudável e à longevidade dos empreendimentos periféricos.

No palco, o Pata de Leão, grupo de percussão originado na região da Lagoinha e do Concórdia, que trabalha os variados ritmos da cultura afro-brasileira • Reverso Filmes/Divulgação
No palco, o Pata de Leão, grupo de percussão originado na região da Lagoinha e do Concórdia, que trabalha os variados ritmos da cultura afro-brasileira • Reverso Filmes/Divulgação

Trocas, visibilidade e acesso

O parceiro do Órbi e criador de conteúdo Rafa Andrade, que participou do ExpoFavela Minas, reforça a importância de destacar a imagem de quem empreende nas comunidades. “O principal destaque pra mim é a favela enquanto protagonista. Em todos os cantos, atividades e discussões, a conversa é da favela pra fora, o que geralmente é o caminho inverso”, afirma. “Encontrei histórias muito distintas, o que reforça a necessidade de oportunidades. O que mais existe é gente trabalhando, buscando seu caminho e precisando de acesso”, diz.

O fundador do projeto Viva Lagoinha, Felipe Thales, explica que o empreendedorismo nas favelas remonta a processos históricos. “As pessoas sempre criaram formas de sustento e de troca dentro das comunidades. Isso aparece hoje também nos dados apresentados pelo evento e por pesquisas”, diz. Ele acredita que a visibilidade dos negócios criados por esses empreendedores impacta a percepção sobre as comunidades. “Mostrar trajetórias sem vínculo com o crime amplia referências. Isso interfere na forma como esses caminhos são percebidos.”

Empreendedor e residente do Órbi, Negro F. afirma que o empreendedorismo nas comunidades cria um ambiente de troca e aprendizado. “Você tem ali um aquilombamento prático de pessoas que, de alguma forma, vêm dessa resistência periférica de favela. É uma convergência de pessoas, de aprendizados. No ramo da arte, da moda e dessa economia criativa, que é pulsante nas periferias das favelas”, avalia.

A continuidade de iniciativas desse tipo depende da participação de mais empresas e instituições. O acesso à formação, redes e oportunidades está ligado à ampliação desses apoios. Jogar luz em projetos voltados a empreendedores de comunidades integra a atuação do Órbi em 2026.

• Reverso Filmes/Divulgação
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Potência econômica

As favelas brasileiras têm renda total de R$ 300 bilhões  por ano. Esta é uma das estimativas reveladas pela pesquisa realizada pelo Instituto Data Favela, em conjunto com a Central Única de Favelas e Favela Holding, em 2025. Esse valor está acima da renda de 22 estados da federação e é maior que o Produto Interno Bruto - que é a soma de todos os bens e serviços finais produzidos - de países como Uruguai e Peru.

O Brasil tem cerca de 12,3 mil favelas, que abrigam em torno de 6,6 milhões de residências com pelo menos 17 milhões de pessoas. A compra de itens pela internet já é um hábito para 60% dos moradores das favelas. 

Segundo os dados, 55% dos moradores de favelas, o equivalente a mais de 6 milhões e meio de pessoas, compraram produtos de beleza, enquanto 41%, ou 5 milhões de pessoas, adquiriram itens de vestuário. A área da educação também aparece entre as prioridades para os gastos, e 43% disseram que vão adquirir cursos diversos e 29% querem entrar em cursos de idiomas.

Já de acordo com o Censo 2022, a população residente nas favelas e comunidades urbanas de Minas Gerais era de 739.932 pessoas, distribuídas em 255.520 domicílios particulares permanentes ocupados, 528 improvisados e 28 domicílios coletivos. Belo Horizonte, naquela data, concentrava 218 (33,4%) das 653 favelas e comunidades urbanas do estado, nas quais viviam 307.729 pessoas (41,6% do total de moradores das favelas de MG).

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O Órbi ICT é um hub de soluções tecnológicas, educação e impacto social fundado em Belo Horizonte por Inter, MRV&Co e Localiza&Co e mantém uma coluna publicada semanalmente às terças-feiras no portal da Itatiaia.