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Justiça inglesa publica nesta sexta se vai julgar recurso de atingidos pela barragem de Mariana 

Ação é movida pelo escritório PGMBM e representa mais de 200 mil pessoas, municípios, empresas e associações

Rompimento da barragem matou 19 pessoas e gerou danos sociais e ambientais

O Tribunal de Apelação em Londres vai publicar, nesta sexta-feira (8), a decisão sobre o recurso movido na Inglaterra por atingidos pelo rompimento da barragem da Samarco, em Mariana, contra a mineradora BHP Billiton. A ação é movida pelo escritório PGMBM e representa mais de 200 mil pessoas, municípios, empresas e associações.

Entre os atingidos, estão 25 municípios mineiros e capixabas. Caso a Corte inglesa aceite o recurso, o caso seguirá passará para avaliação de mérito da causa - ou seja, começaria de vez a discussão sobre a compensação para os atingidos. A indenização pedida pelos atingidos é de cerca de 5 bilhões de libras - algo próximo de R$ 31 bilhões.

O rompimento da barragem de Fundão, em Mariana, gerou 19 vítimas fatais e danos sociais e ambientais ainda incalculáveis na região do Rio Doce, entre Minas e Espírito Santo. A BHP Billiton é, ao lado da Vale, controladora da Samarco.

"Nossa expectativa é muito boa, durante as audiências acreditamos que explicamos todos os pontos necessários para o painel de juízes, então temos esperança que o resultado será positivo. Acreditamos que será um dia histórico para os atingidos e para a Justiça", afirmou o advogado Pedro Martins.

Segundo a defesa dos atingidos, os processos indenizatórios que foram julgados no Brasil não compensaram de forma justa os danos causados pelo rompimento da barragem.

Em nota, a BHP afirma que os sistemas de reparação e compensação administrados pela Fundação Renova e supervisionados pela Justiça brasileira "são os meios adequados para indivíduos e comunidades apresentarem suas reivindicações e obtenham reparação".

A mineradora também diz que o processo movido na Inglaterra não deve prosseguir pois significaria a "duplicação" de questões "que já são cobertas pelos trabalhos de reparação em andamento". Em novembro de 2020, a High Court inglesa concordou com os argumentos da BHP e extinguiu o caso em primeira instância. O que se julga agora é um recurso a essa decisão.

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