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O novo ritmo do Cruzeiro é o Roque!

Recomenda-se ouvir alto, curtir, mas não perder o tom

Vitor Roque aparece mais confiante e mais preparado para ajudar o Cruzeiro

Há vários anos o futebol brasileiro vem exportando talentos cada vez mais cedo. Vinicius Junior, Reinier, Rodrygo, Talles Magno, Tetê e tantos outros fazem parte de um seleto e valioso grupo de jovens atuando no exterior.

Os clubes brasileiros têm trilhado, em sua maioria, uma tentativa de caminho mais profissional, mais organizado e mais responsável em suas gestões. Alguns conseguem com patrocínios, outros com parceiros, outros com as SAFs.

Só que mesmo com injeção de capital, os clubes sabem, ou pelo menos deveriam saber, que o negócio mais rentável dentro do futebol é a venda de atletas. O quanto mais jovem, pelo jeito, mais valioso.

Nesta categoria começa a aparecer Vitor Roque, de 16 anos, do Cruzeiro. O garoto já havia feito sucesso na base e jogado pelo profissional com Vanderlei Luxemburgo na temporada passada. Mas, este ano, o atacante se mostra mais confiante e mais preparado, inclusive fisicamente, para ajudar o Cruzeiro.

Mesmo sendo início de temporada, com toda certeza já podemos ver um Vitor Roque melhor treinado, sim, este é o termo, treinado. Quando teve oportunidades com Luxemburgo parecia muito mais aquele famoso: “vai lá garoto e arrebenta!”

Mas, com esta nova comissão técnica do Cruzeiro, comandada pelo uruguaio Paulo Pezzolano, a impressão é de que o garoto entra para arrebentar, mas com instruções sobre o que fazer, para onde correr e onde se posicionar. Aliando isso à juventude, à vontade de crescer como profissional e ao talento que já é visível, Vitor Roque vai ganhando seu espaço no time titular.

Em números do site de estatísticas Footstats, o jovem já tem três gols e uma assistência em quatro jogos, acertando cinco de seis finalizações no gol, com 83% de aproveitamento.

Ainda é muito cedo para cravar o futuro do garoto, que tem 70% dos seus direitos ligados ao Cruzeiro e 30% ao América, mas este início de temporada tem sido animador.  

E se levarmos em conta o clima ruim no Cruzeiro nas temporadas anteriores, um pouco, ou muito, de Rock para animar é essencial. Que o clube saiba dançar conforme a música, sem acelerar o tom e valorizando o que tem, para que o ritmo do Roque contagie a Toca da Raposa em busca de um bom ano de 2022. 

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