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Nem todos os super-heróis usam capa

Neste caso, ele usa o uniforme do Atlético

Hulk virou super-herói para torcida do Atlético

Hulk virou super-herói para torcida do Atlético

Pedro Souza | Atlético

Hulk. Givanildo Vieira de Sousa, paraibano de Campina Grande, ganhou este apelido de seu pai quando tinha 13 anos e vivia imitando o personagem de Stan Lee. Logicamente, o apelido pegou de vez pelo porte físico e a força demonstrada em campo jogando futebol.

Em um mundo cada vez mais complicado, carente de ídolos e referências positivas, o atacante atleticano aparece como uma liderança em meio ao grupo de atletas e principalmente à torcida.

Me recordo quando o Galo anunciou a contratação do Hulk. Havia uma certa desconfiança, até de certa forma compreensível, pelo fato do atacante estar distante do futebol brasileiro há muito tempo. A chegada dele trazia sim uma esperança de ganho técnico ao time, mas também trazia consigo uma grande história. Um jogador de Copa do Mundo, anos na Europa e cifras milionárias.

Como quase todas as histórias de super-heróis o início não foi muito fácil. Período de adaptação, algumas queixas quanto ao posicionamento em campo, discordância com o treinador. Mas também no início conhecemos um dos poderes deste Hulk atleticano: a humildade. Após o episódio com Cuca, o atacante se pronunciou publicamente pedindo desculpas a todos, especialmente ao técnico. Depois disso, nada mais se ouviu ou falou sobre o assunto.

Os gols e as assistências começaram a aparecer, mas estes poderes já eram esperados deste Hulk. Assim como a capacidade de decidir, a velocidade e a frieza nas finalizações. O que aumentou a admiração e o respeito de todos foi a imagem do atleta que se cuida muito fora do campo, que se dedica à família e tem um carinho enorme com os torcedores. Estes não são poderes comuns, são virtudes de um ídolo.

Os números são impressionantes: 29 gols e 12 assistências, além de 41 participações em gols em 63 jogos.

A marca que Hulk deixa no Atlético é gigante, não só dentro do campo, mas também fora dele. Uma nova geração de atleticanos está sendo criada com belos gols, comprometimento ao esporte e a certeza de que super-heróis realmente existem.

O apresentador da Turma do Bate-Bola e comentarista Léo Figueiredo analisa o esporte e traz informação sobre o tema.
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