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Inação constrangedora

Leia a coluna de Eduardo Costa

Com a ajuda da produção, os repórteres João Felipe Loli e Letícia Fontes apresentaram durante esta semana, na primeira edição do Jornal da Itatiaia, um resumo do problema mais grave que Belo Horizonte apresenta sob o olhar das humanidades. O faz de conta da Prefeitura, combinado com a indiferença da Câmara Municipal, transformou as ruas da capital em ambiente sujo, fedorento, vergonhoso e inseguro com milhares de pessoas que não podem ter seu perfil definido porque sequer o poder público sabe quantas são, muito menos faz ideia de quem são.

Suspeita-se que já sejam em torno de 12 mil. Especula-se que se dividem em três grupos: os sem casa, que merecem nossa compaixão; os usuários de drogas, vítimas de uma mentira repetida de que são assistidos, e os ladrões, que aproveitam a bagunça para furtar qualquer coisa e ameaçam quem esboça reação. Comerciantes estão fechando suas lojas, moradores estão desistindo de seus jardins, os pedestres evitam o centro que, com movimento cada dia menor, fica cada vez mais perigoso. Inclusive para quem mora na rua, pois, entre eles, aumenta o número de assassinatos.

Não se trata de exclusividade de Belo Horizonte. Com a pandemia e a crise econômica, as grandes cidades brasileiras estão vivendo o mesmo drama. O que assusta, aqui, é a ausência de providências efetivas, é a simples distribuição de barracas para que transformem espaços públicos em campos de concentração. E a gente não vê uma abordagem séria, buscando saber quem são, o que sonham, o que pode ajuda-los e como separar uns dos outros. Não se fala na construção de casas para abriga-los, não se esforça para buscar empregos que possam mudar sua autoestima, não reúnem os que doam alimentos e roupas para evitar desperdícios, não conversam sobre o assunto, não resolvem nada porque trata-se de tema delicado, que pode tirar voto.

Há apenas um vereador interessado no tema, Bráulio Lara, que, seguramente, vai enfrentar dificuldades com colegas que acham suas propostas perigosos, mas não fazem nada.

Sempre que possível, juízes e promotores atrapalham, ameaçam e proíbem ação de quem, por exemplo, quer impedir que uma pessoa durma com um pedaço de cano ou um sofá na rua.

Sobram xixi, cocô, lixo, sexo ao vivo, tudo na porta das pessoas que perdem a paz e dos comerciantes que perdem os fregueses e o negócio. A

turma do faz de contas esquece que são esses contribuintes que pagam a conta... E o salário deles. A Itatiaia está fazendo sua parte e espera ação.

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