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Pés no chão e na fase de grupos da Libertadores

'Vexame, ou burrice, chamem como quiser, seria jogar o Mineiro com o time principal e desprezar a superioridade e a importância da competição continental'

O América está na fase de grupos da Copa Libertadores. Teve falhas, acertos, derrota, vitória, empates, pênaltis e sobrou emoção. Fez história mais uma vez!

Para que tudo isso fosse possível, gestão e comissão técnica abriram mão do Campeonato Estadual de maneira absolutamente acertada e compreensível, apesar de muitos não conseguirem enxergar o óbvio. Vexame, ou burrice, chamem como quiser, seria jogar o Mineiro com o time principal e desprezar a superioridade e a importância da competição continental, mas que bom que no clube fizeram a escolha correta. Não jogar o mata-mata do estadual não vai fazer a menor diferença na história do Coelho… nem financeiramente!

Para o primeiro trimestre de 2022 o América não contratou mal, mas fez uma janela do tamanho do orçamento do clube. Não dar o passo maior do que a perna é uma característica daqueles que comandam o futebol do Coelho, o que o deixa saudável financeiramente, diferente da maioria.

Em entrevista à rádio Itatiaia, Salum explicou a engenharia financeira do clube em 2022 e o mínimo que nós, enquanto formadores de opinião precisamos fazer, é ouvir, entender e não brigar com a realidade, principalmente a do América. “Não posso gastar mais do que eu tenho. No América nós trabalhamos com fixo e variável e o meu fixo neste momento me fez contratar dentro do orçamento. A partir da hora em que o meu variável for maior e me permitir, os reforços serão compatíveis”. A classificação à fase de grupos da Libertadores deu ao Coelho mais de três milhões de dólares e essa variável pode dar ao elenco mais qualidade. Simples, não?

“Ah, mas correu riscos!” Então vamos lá… não se faz futebol profissional sem correr riscos e o América correu todos eles, mas com a responsabilidade financeira habitual e que o fez chegar até aqui sem os problemas financeiros de muitos. 

E pra terminar, vamos falar de Marquinhos Santos, que chegou num bom momento da equipe em 2021 e conseguiu transformar este bom em ótimo. Em 2022, perdeu três dos seus melhores jogadores (Bauermann, Zárate e Ademir), além do seu excelente goleiro. Mandou a campo em Guayaquil uma formação com seis mudanças em relação ao time do ano passado, mas com o mesmo padrão de jogo, e avançou. Eliminou um adversário superior e segue fazendo história.

Gestão responsável e trabalho sério dentro e fora de campo colocaram o América pela primeira vez em sua história na fase de grupos da Copa Libertadores. As escolhas para 2022 foram feitas com responsabilidade e os frutos estão sendo colhidos. O objetivo do 1º semestre foi cumprido com louvor e muita emoção, do jeito que o futebol gosta!

A partir de agora é o Brasileirão, Copa do Brasil e Copa Libertadores e o América não é favorito a ganhar nenhuma delas. Entender o lugar do clube em cada uma das competições é fundamental para que as cobranças sejam coerentes, justas e realistas. 

Acredita, América!

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