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Prorrogação de CPMI do INSS pode ter impacto nas eleições

Comissão deve funcionar por mais 60 dias. Decisão é do ministro do STF André Mendonça

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André Mendonça
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A prorrogação da CPMI do INSS, por determinação do ministro André Mendonça, pode ter impacto direto nas eleições. O senador Carlos Viana, presidente da comissão, planeja a extensão por mais 60 dias. Com isso, a CPMI termina no final de maio.

Nos bastidores, a justificativa de Davi Alcolumbre, segundo seus pares, para não prorrogar a comissão era justamente a contaminação do período eleitoral. Por esse motivo, no pedido, Viana readequou o prazo de 120 para 60 dias, depois para 30, e agora voltou ao período de dois meses.

As citações políticas e o fato de o escândalo ter sido descoberto na atual gestão, apesar de já existir nas anteriores, desgastam o Palácio do Planalto e, por consequência, o presidente Lula. O foco em Fábio Luís da Silva, o Lulinha, filho do presidente, é um dos principais temores da base, e a oposição deve investir nesse ponto.

Outro pilar que pode ter impacto eleitoral é a abordagem relacionada ao Banco Master, que não teve CPMI própria instalada, e a do INSS vem absorvendo o tema. A ligação é possível em função de descontos associativos em consignados do Master que chegam a cerca de 240 mil contratos. A comissão quer saber se houve facilitação política para essas contratações.

No caso do Master, o impacto eleitoral ainda é incerto e, segundo fontes do próprio Congresso, pode atingir em cheio integrantes de vários espectros políticos, gerando um cenário de instabilidade nas eleições. A base do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) acredita que a campanha de Flávio possa ser beneficiada com elementos para atacar a base do governo e o centrão.

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Edilene Lopes é jornalista, repórter e colunista na Itatiaia e analista de política na CNN Brasil. Na rádio, idealizou e conduziu o Podcast 'Abrindo o Jogo', que entrevistou os principais nomes da política brasileira. Está entre os jornalistas que mais fizeram entrevistas exclusivas com presidentes da República nos últimos 10 anos, incluindo repetidas vezes Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Messias Bolsonaro. Mestre em ciência política pela UFMG, e diplomada em jornalismo digital pelo Centro Tecnológico de Monterrey (México), está na Itatiaia desde 2006, onde também foi também apresentadora. Como repórter, registra no currículo grandes coberturas nacionais e internacionais, incluindo eventos de política, economia e territórios de guerra. Premiada, em 2016 foi eleita, pelo Troféu Mulher Imprensa, a melhor repórter de rádio do Brasil. Em 2025, venceu o Prêmio Jornalistas Negros +Admirados na categoria Rádio e Texto.

 

 

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