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O que determinou a desistência de Cleitinho ao Governo de MG?

Traição, estado quebrado, vaga de suplente: o misto de fatores que pode ter tirado o senador da corrida

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Senador Cleitinho Azevedo (Republicanos)
Senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) • Waldemir Barreto/Agência Senado

Até aliados próximos do senador Cleitinho foram pegos de surpresa com o anúncio da desistência em relacão à corrida pelo Governo de Minas. Nesta segunda-feira (3), após a gravação do vídeo ao lado do presidente nacional da legenda, Marcos Pereira, e do estadual, Euclydes Pettersen, em que Cleitinho chorou e disse nâo estar bem, o senador seguiu direto para Minas Gerais.

A reunião com a cúpula do partido durou cinco horas e entre as surpresas com o resultado, sâo levantadas várias hipóteses.

Fator Aro

Uma delas é que os dirigentes, mirando um acordo com a federação Unido Brasil/PP de Marcelo Aro, convenceram Cleitinho da desistência e reforçaram o luto do senador pela morte do irmão como fator de instabilidade pessoal e emocional para enfrentar uma campanha.

Nessa linha de racionício, estão os políticos que afirmam que o Republicanos impôs condições com as quais o parlamentar não concordaria, justamente para que ele desistisse.

Pessoas próximas do parlamentar afirmam que ele estava "animadíssimo" no fim de semana e que toda estrutura estava preparada para o anúncio.

Pettersen no Senado

Tem ainda a corrente que acusa Pettersen de trabalhar pela própria candidatura ao Senado, abrindo mão de Cleitinho na cabeça de chapa, mesmo que enfrente dificuldade com investigações sobre o INSS. O deputado federal nega veeementemente.

Nunca foi candidato

Existe também a corrente que avalia que Cleitinho nunca foi candidato e foi usado apenas como.ferramenta de pressão pelo Republicanos para forçar a construção de uma chapa forte no entorno do partido, sendo a desistência planejada desde o início.

Para os que acham que ele nunca foi candidato, a leitura é de que o senador sabia que trocar mais quatro anos de mandato por um estado quebrado seria enterrar a carreira política e jogar uma pá de cal em cima.

Suplência no Senado

Em outra linha estão aqueles que afirmam que o motivo da não candidatura de Cleitinho foi uma briga de família de Euclydes Pettersen. Rompido com o marido da prima, o empresário Alex Diniz (PL), suplente de Cleitinho, Pettersen só liberaria a candidatura do senador ao Governo de Minas se Diniz não assumisse a cadeira no Senado. Como o suplente permanece no jogo e disposto a ocupar a vaga na casa alta, a candidatura de Cleitinho foi vetada. Intelocutores de Pettersen negam essa versão.

Oficial

A argumentaçâo oficial do Republicanos é que Euclydes sempre foi entusiasta da candidatura de Cleitinho, mas como o senador demorou a decidir, começou a costura com Aro. Quando Cleitinho resolveu, a conversa foi retomada, mas o senador desistiu pois nâo está bem em função da morte do irmão. Apesar da justificativa oficial, coluna apurou que o clima esquentou na reunião em que a decisdo foi tomada e Cleitinho teria sido pressionado e acabou desistindo.

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Edilene Lopes é jornalista, repórter e colunista na Itatiaia e analista de política na CNN Brasil. Na rádio, idealizou e conduziu o Podcast 'Abrindo o Jogo', que entrevistou os principais nomes da política brasileira. Está entre os jornalistas que mais fizeram entrevistas exclusivas com presidentes da República nos últimos 10 anos, incluindo repetidas vezes Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Messias Bolsonaro. Mestre em ciência política pela UFMG, e diplomada em jornalismo digital pelo Centro Tecnológico de Monterrey (México), está na Itatiaia desde 2006, onde também foi também apresentadora. Como repórter, registra no currículo grandes coberturas nacionais e internacionais, incluindo eventos de política, economia e territórios de guerra. Premiada, em 2016 foi eleita, pelo Troféu Mulher Imprensa, a melhor repórter de rádio do Brasil. Em 2025, venceu o Prêmio Jornalistas Negros +Admirados na categoria Rádio e Texto.

 

 

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