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Ecos da Copa

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Ecos da Copa • Inteligência artificial

A Copa do Mundo de futebol masculino chega ao fim deixando lições que ultrapassam o esporte. Realizada em três países, com número recorde de seleções, milhões de torcedores e grande impacto econômico, o torneio evidenciou desafios e oportunidades para a construção de uma sociedade mais justa e fraterna. Entre os principais alertas estão as denúncias de racismo, ainda presentes em estádios e sociedades que se julgam plurais. Em contrapartida, seleções de países pequenos e empobrecidos demonstraram coragem, patriotismo e dignidade, revelando que a grandeza de um povo não se mede pela riqueza material. Seu exemplo questiona a lógica da ostentação e da falsa ideia de que prosperidade financeira representa, por si só, bênção ou sucesso.

A Copa também expôs os riscos da mercantilização do esporte, da idolatria ao dinheiro e da influência de interesses econômicos sobre valores essenciais. Ainda assim, torcedores de diferentes nações mostraram que rivalidade pode conviver com respeito, transformando o futebol em espaço de encontro entre povos.

Felizmente, há atletas que, além do talento, cultivam ética, simplicidade e compromisso com o bem comum, recusando-se a ser instrumentos da cultura da ostentação e das apostas que exploram multidões. Esses exemplos reforçam a necessidade de investimentos em educação e de uma profunda renovação cultural para combater preconceitos, desigualdades e autoritarismos.

A Copa termina, mas seus ecos permanecem. Que as lições vividas dentro e fora dos gramados inspirem a superação do racismo, da idolatria ao dinheiro e de toda forma de exclusão, fortalecendo caminhos de justiça, fraternidade e solidariedade.

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O Arcebispo metropolitano de Belo Horizonte, dom Walmor Oliveira de Azevedo, presidiu a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e publica semanalmente aos sábados no Portal Itatiaia.

 

 

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