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PL à espera de Cleitinho

A coligação PL e Republicanos em primeiro turno da sucessão mineira está sob risco também por desacertos na formação da chapa majoritária

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Senador Cleitinho (Republicanos-MG)
Senador Cleitinho • Jefferson Rudy/ Agencia Senado

Assim como o campo lulista ficou à espera do senador Rodrigo Pacheco (PSB) para concorrer ao governo de Minas, agora, é a vez do campo bolsonarista esperar pelo senador Cleitinho (Republicanos). Os sinais de Cleitinho dirigidos ao Republicanos e ao PL são ambíguos. Aos interlocutores mais próximos, o senador afirma que concorrerá se seguir com o apoio indicado pelas pesquisas, que o colocam na liderança da sucessão mineira. Mas, em momento algum, Cleitinho fez pronunciamento público de que será o candidato do campo bolsonarista em Minas.

Para o PL de Flávio Bolsonaro, não foi um caminho fácil bater o martelo anunciando a coligação Republicanos e PL, encabeçada por Cleitinho. Dentro do PL mineiro, havia corrente, liderada por Nikolas Ferreira, que propunha uma aproximação com a candidatura à reeleição de Mateus Simões (PSD).

Esse movimento não se viabilizou por dois motivos. O primeiro: a resistência de parlamentares que se denominam “bolsonaristas autênticos”, sensíveis à insatisfação das forças de segurança pública com o governo Zema e, agora, Mateus Simões. O segundo motivo foi o cenário nacional: Mateus Simões tem compromisso com a pré-candidatura à Presidência do ex-governador Romeu Zema (Novo) e está no partido do ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD). Ambos concorrem ao Planalto com Flávio Bolsonaro no primeiro turno. Zema, inclusive, mantém uma relação de morde e assopra com o filho 01.

Flávio Bolsonaro convergiu para Cleitinho e anunciou a sua preferência pelo senador em eventos de campanha, nesta semana, em Minas Gerais. Não foi uma decisão simples. Da Assembleia, a “frente parlamentar pró-Cleitinho” apresentou a Flávio Bolsonaro a capilaridade eleitoral do senador mineiro. Na hipótese de o senador mineiro confirmar a candidatura ao governo de Minas, Republicanos e PL propunham o ex-prefeito de Betim, Vittorio Medioli, como vice. O deputado federal Domingos Sávio (PL) teria a primeira vaga ao Senado. E a segunda vaga estaria aberta para composição.

Mas o vento segue instável. Em encontro com Flávio Bolsonaro, além de ter pedido dez dias para confirmar se concorrerá, o senador Cleitinho sinalizou a preferência por uma chapa do Republicanos “puro sangue”, com Luís Eduardo Falcão como vice, dando ao PL a primeira vaga ao Senado. A interlocutores, Cleitinho também menciona a possibilidade de uma chapa em que o seu irmão, Gleidson Azevedo (Republicanos), ex-prefeito de Divinópolis, concorra ao Senado.

Tais incertezas estão levando o PL mineiro a considerar também a hipótese de uma candidatura própria ao governo de Minas, em chapa que poderá ser encabeçada por Flávio Roscoe, presidente licenciado da Fiemg, ou por Vittorio Medioli. Eis mais uma incógnita de uma sucessão com muitas especulações e poucas candidaturas confirmadas.