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Entenda por que o PL nacional descarta composição com Romeu Zema

Campanha de Flávio Bolsonaro considera que radicalização do discurso do ex-governador mineiro prejudica imagem de moderação que a candidatura pretende transmitir

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Romeu Zema (Novo), ex-governador de Minas Gerais • Andressa Anholete/Agência Senado.

A radicalização do discurso do ex-governador mineiro Romeu Zema (Novo) em sua pré-campanha à Presidência da República – que além do apoio ao trabalho infantil acumula polêmicas em seu histórico, como as declarações sobre o Nordeste - afasta a possibilidade de composição com o senador Flávio Bolsonaro (PL). Em decorrência, também inviabiliza o apoio do PL mineiro à reeleição do governador Mateus Simões (PSD). Não apenas pelo fato de Mateus Simões ter compromisso com a candidatura presidencial de Romeu Zema, mas também, pelo fato de que legalmente, a campanha dele estar vinculada ao número 55, de Ronaldo Caiado (PSD), candidato à presidência. Fortalecer o 55 de Mateus Simões em Minas, ajudaria, por extensão, à candidatura de Ronaldo Caiado.

Nesta quarta-feira, 6, o senador Cleitinho (Republicanos) e o deputado federal Domingos Sávio (PL) se reuniram com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para discutir os rumos do partido em Minas Gerais. Dois caminhos estão, agora postos: o lançamento da candidatura do empresário e presidente licenciado da Fiemg, Flávio Roscoe (PL) ou o apoio à candidatura do senador Cleitinho. Do vetor resultante de dois jogos de convencimento em curso, será definida o caminho do PL na sucessão mineira. Por um lado, Flávio Roscoe tenta convencer Cleitinho a não concorrer, indicando, em contrapartida, o vice em sua chapa. Por outro lado, interlocutores de Cleitinho sugerem uma chapa encabeçada pelo senador, tendo Flávio Roscoe como vice, aliando a perspectiva da popularidade com a da gestão administrativa.