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O Oscar do Franchising Brasileiro

Por
Antonio Bortoletto • Arquivo pessoal

No mundo empresarial, dinheiro compra mídia. Compra alcance. Compra campanhas sofisticadas, eventos grandiosos e posicionamento de marca. Em muitos mercados, investimento financeiro consegue criar percepção, gerar autoridade e até construir relevância.

Mas existe algo que o dinheiro não consegue comprar: reconhecimento verdadeiro vindo de quem conhece a operação por dentro.

É exatamente isso que torna o Selo de Excelência em Franchising, concedido pela Associação Brasileira de Franchising, um dos reconhecimentos mais importantes do empreendedorismo brasileiro.

Porque ele não nasce de publicidade.

Ele nasce da confiança.

Diferente de muitos prêmios corporativos, o selo não é decidido por uma campanha de marketing, por influência comercial ou por uma comissão distante da realidade das operações. Ele é resultado da avaliação da própria rede franqueada. Ou seja: de empresários que vivem diariamente a rotina da marca, enfrentam os desafios da operação e conhecem profundamente aquilo que acontece longe dos holofotes.

E isso muda absolutamente tudo.

No franchising, é relativamente fácil vender uma narrativa para o mercado. Difícil é sustentar essa narrativa dentro da própria rede. Porque o franqueado conhece a verdade do negócio. Ele sabe se existe suporte. Sabe se há proximidade. Sabe se a franqueadora entrega o que prometeu na Circular de Oferta de Franquia. Sabe se existe parceria nos momentos difíceis e comprometimento real com o crescimento coletivo.

É por isso que o Selo de Excelência possui um peso tão simbólico.

Ele representa algo raro no ambiente empresarial atual: validação genuína.

Talvez essa seja uma das grandes transformações do franchising moderno. Durante muitos anos, algumas redes acreditaram que sucesso significava apenas expansão acelerada. Abrir unidades virou sinônimo automático de força de marca. Mas o mercado amadureceu. Hoje, crescimento sem sustentação deixou de impressionar.

O que realmente diferencia uma rede forte é a capacidade de manter seus próprios franqueados acreditando no negócio mesmo depois da inauguração.

Porque a verdade é que o franchising começa depois da assinatura do contrato.

É no dia a dia da operação que o empresário descobre se existe inteligência estratégica, acompanhamento, escuta ativa, suporte comercial, governança e capacidade de adaptação. É ali que nasce, ou morre, a confiança entre franqueadora e rede.

E confiança não pode ser comprada.

Ela precisa ser construída.

O Selo de Excelência funciona justamente como um retrato dessa construção silenciosa. Um reconhecimento que não mede apenas crescimento, mas qualidade de relacionamento, capacidade de entrega e consistência operacional.

Em um mercado onde muitas vezes se vende velocidade, o selo valoriza solidez. Valoriza reputação. Valoriza coerência entre discurso e prática.

E reputação talvez seja o ativo mais valioso de qualquer empresa.

Ela leva anos para ser construída e poucos dias para ser destruída.

No fim, o maior patrimônio de uma rede de franquias não está apenas na marca estampada na fachada das unidades. Está na confiança daqueles que decidiram investir seus sonhos, seu capital e parte da própria vida naquele negócio.

Porque marketing pode comprar atenção.

Mas existe um prêmio que dinheiro algum deste mundo compra: o respeito da própria rede.

Por

Antonio Bortoletto, especialista em Permuta Multilateral e Franchising, sócio do Clube de Permuta e Diretor Regional da Associação Brasileira de Franchising. Com mais de 20 anos de experiência no setor de vendas e comunicação, Bortoletto compartilhará os benefícios, história e tendências do franchising e da Permuta multilateral.