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No clássico das torcidas, Cruzeiro praticamente iguala Atlético em público e renda apesar da Série B

Dois clubes têm média de público, renda e tíquete médio muito próximos nos últimos cinco jogos no Mineirão

Torcidas de Atlético e Cruzeiro encheram o Mineirão nos últimos 45 dias

Em 22 de maio, o Cruzeiro recebeu o Sampaio Corrêa às 11h da manhã no Mineirão, pela oitava rodada da Série B, com 53.460 pessoas no estádio. Na última terça-feira (5), o Atlético garantiu classificação às quartas de final da Libertadores fazendo 1 a 0 no Emelec, do Equador, no Gigante da Pampulha, diante de 56.421 torcedores.

Neste intervalo de 45 dias foram disputadas dez partidas no Mineirão, cinco de cada clube. E somados, os dois rivais levaram quase meio milhão de pessoas à arena, mais precisamente 434.115 torcedores. O total arrecadado nesta dezena de jogos é de R$ 17.5 milhões.

Neste mês e meio, as duas torcidas deram show, levaram seus times a grandes vitórias, viradas espetaculares, mas um fato impressiona quando se faz a comparação dos números dos dois clubes: jogando a Série B o Cruzeiro tem conseguido concorrer em público e renda com o rival que no período teve dois clássicos contra o Flamengo, pelo Brasileirão e Copa do Brasil, e uma partida decisiva pelas oitavas de final da Copa Libertadores.

O Atlético, nos seus últimos cinco jogos no Mineirão, teve 222.049 torcedores. A arrecadação bruta foi de R$ 9.277.099,77. As médias são de 44.409 e R$ 1.855.419,95, respectivamente, com tíquete médio de R$ 41,77.

As cinco partidas do Cruzeiro no Gigante da Pampulha a partir da vitória sobre o Sampaio Corrêa tiveram 212.066 pessoas, com R$ 8.303.601,50 arrecadados e médias de 42.413 e R$ 1.660.720,30, respectivamente. O preço médio do ingresso é de R$ 39,15.

Está longe de ser uma novidade atleticanos e cruzeirenses proporcionarem grandes públicos seguidos aos seus clubes. Isso já aconteceu em vários outros momentos da história.

A diferença neste momento é que a realidade técnica entre os dois times é muito diferente. O Galo briga por todos os grandes títulos da temporada, vem de um 2021 espetacular e possui um dos times mais badalados da América do Sul.

A Raposa joga a Série B do Campeonato Brasileiro pela terceira vez consecutiva, sendo a edição de 2022 a primeira em que o clube briga realmente pelo acesso, pois fracassou em 2020 e 2021 e ocupou sempre a parte de baixo da tabela, chegando a frequentar a zona de rebaixamento.

Sim, o cruzeirense está vivendo um efeito comum aos torcedores de grandes clubes na Série B. Nós já acompanhamos isso aqui em Belo Horizonte mesmo, em 2006, quando o atleticanos carregou seu clube de volta à elite.

Mas impressiona o fato de este novo Cruzeiro, agora comandado por Ronaldo e companhia, conseguir arrecadar quase a mesma coisa que o rival apesar do abismo que separa os dois clubes.

Eles estarem praticamente empatados no número de torcedores não provoca espanto. Mas o cruzeirense pagar na Série B praticamente a mesma coisa que o atleticano desembolsa para ver seu time em clássicos contra o Flamengo, na Série A ou na Libertadores impressiona.

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