Orion pousa no oceano e conclui a missão Artemis I

Antes de voltar, cápsula fez imagens da Terra vista do Espaço

Cápsula Orion conclui missão Artemis I

Depois de 25 dias no Espaço, a cápsula Orion, da missão Artemis I, lançada em 16 de novembro como parte do programa que pretende levar o homem de volta à Lua, retornou à Terra no domingo (11). Com a ajuda de paraquedas, ela caiu no Oceano Pacífico às 14h40 (pelo horário de Brasília). A data coincide com o dia em que os astronautas da missão Apollo 17 pousaram na Lua, há 50 anos, em 11 de dezembro de 1972.

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Em 5 de dezembro, a Orion fez a primeira manobra para voltar à Terra. Ela já havia completado a missão de orbitar a Lua por cerca de uma semana e estava a apenas 128 quilômetros da superfície lunar. Após a amerissagem (pouso de uma nave no mar) bem-sucedida, ficou clara a capacidade do Space Launch System (SLS) de enviar missões à Lua.

Houve, entretanto, alguns imprevistos. Um deles foi a anomalia nas leituras dos rastreadores estelares da Orion, que servem para orientá-la a partir do posicionamento das estrelas. A cápsula chegou à Lua em 25 de novembro, quando entrou na órbita retrógrada distante (DRO) — um caminho elíptico cuja distância máxima foi de 64 mil quilômetros.

Esse trajeto deu à Orion o recorde de maior distância percorrida por uma espaçonave projetada para transportar seres humanos. Dois dias depois, a cápsula atingiu a distância máxima do planeta: 432.210 quilômetros, que corresponde a mais de mil vezes a distância da Estação Espacial Internacional (ISS) à Terra. Os pesquisadores vão analisar todos os detalhes da missão para conferir se tudo ocorreu como planejado.

Antes de voltar à Terra, a Orion fez imagens do planeta visto do Espaço. É possível ver a Terra com aspecto “minguante”, com uma área escura (onde é noite) e uma clara (onde é dia). Sem tripulação a bordo, o objetivo da viagem era testar os sistemas e a resistência da cápsula no Espaço.

A Orion permaneceu no Espaço por mais tempo do que qualquer outra espaçonave projetada para astronautas sem acoplar a uma estação espacial. “Isso supera o recorde de distância percorrida, anteriormente estabelecido durante a Apollo 13", diz comunicado da Nasa.

A previsão é que a próxima missão, a Artemis 2, leve tripulantes. Ela deve partir em 2023 e não vai pousar na Lua. Somente na Artemis 3, prevista para 2025, os astronautas pisarão em solo lunar novamente. O objetivo do programa é estabelecer uma base permanente na Lua e uma estação espacial em sua órbita, que podem servir como auxílio na exploração de Marte.

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