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Mineiros devem ser indenizados por cancelamento do show de Taylor Swift no Rio

Show da cantora pop marcado para 18 de novembro de 2023, no Rio de Janeiro, foi adiado por condições climáticas extremas

Três mineiros de Muriaé, na região da Zona da Mata, serão indenizados em R$ 2 mil, por danos materiais, e R$ 4 mil, por danos morais. Os jovens foram até o Rio de Janeiro para o show da Taylor Swift e foram surpreendidos com o cancelamento do evento quando já estavam no estádio. A decisão é da 12ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Minas Gerais.

Previsto para ser realizado no dia 18 de novembro de 2023, o concerto seria o segundo de uma série de seis shows da The Eras Tour no Brasil. No dia anterior, uma fã da cantora havia morrido enquanto estava no evento. O laudo da Polícia Civil apontou que a jovem morreu por exaustão térmica causada pelo calor. Na época, o Rio de Janeiro enfrentava temperaturas próximas dos 40°C.

Segundo as organizadoras do evento, Tickets for Fun (T4F) Entretenimento e Metropolitan Empreendimentos, o evento, previsto para o dia 18 de novembro, foi cancelado devido às condições climáticas. No entanto, os consumidores, que tinham adquirido os ingressos com antecedência, alegaram que, se havia previsão de fortes chuvas, raios e calor intenso no dia, o show deveria ser cancelado com antecedência.

Cancelamento com público no estádio

Além disso, ainda segundo os consumidores, o comunicado do cancelamento só foi feito quando os fãs já estavam dentro do estádio. As duas produtoras alegaram que o show teve que ser cancelado por ‘força maior’. Segundo as empresas, elas não poderiam ser obrigadas a arcar com despesas que não fizessem parte da relação contratual.

Com a suspensão do show no dia 18 de janeiro. Uma nova data foi disponibilizada no dia 20 de janeiro, uma segunda-feira. Na época, empresas aéreas também ofereceram a remarcação gratuita das passagens.

O argumento das produtoras não convenceu a relatora do caso. Para a magistrada, o cancelamento “abrupto” do evento, mesmo que já existam elementos fortes que indicam a impossibilidade de sua realização, configura falha na prestação do serviço. A relatora condenou as empresas ao pagamento de indenização por danos morais e materiais para os três consumidores mineiros.

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Rebeca Nicholls é estagiária do digital da Itatiaia com foco nas editorias de Cidades, Brasil e Mundo. É estudante de jornalismo pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UNIBH). Tem passagem pelo Laboratório de Comunicação e Audiovisual do UniBH (CACAU), pela Federação de Agricultura e Pecuária de Minas Gerais (Faemg) e pelo jornal Estado de Minas
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