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OAB-MG cria comissão para acompanhar investigação do caso do delegado queimado vivo em MG

O ex-policial suspeito de matar Hudson Maldonado Gama em Sete Lagoas, região Central, se entregou nessa sexta-feira (25)

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) — seção de Minas Gerais — criou uma comissão para acompanhar as investigações da morte Hudson Maldonado Gama, de 86 anos, queimado vivo em Sete Lagoas, na região Central de Minas Gerais. O grupo foi criando considerando “as apurações preliminares dão conta de que sua tragédia morte decorreu no exercício da advocacia”, conforme informou o documento emitido pela OAB. Fazem parte da comissão os advogados Adilson Geraldo Rocha, Marcos Aurélio de Souza Santos e Ércio Quaresma Firpe.

Nessa sexta-feira (24), ex-policial, expulso da corporação há 18 anos, suspeito de matar Hudson se entregou. Rodrigo César Costa Barbosa disse aos investigadores que ‘não queria matar’ o ex-delegado.

Segundo a delegada Fernanda Mara de Assis Costa, Rodrigo tentava retomar o cargo perdido há 18 anos. Porém, acabou sendo derrotado em 1ª e 2º Instâncias. Na semana passada, seu pedido de reintegração à Polícia Civil também teria sido negado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), o que teria ‘reavivado o sentimento de rancor’ contra Hudson Maldonado, um dos responsáveis pelo procedimento de expulsão do policial civil na época.

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O crime

De acordo com o registro, o homem chegou na residência, que fica na avenida Irmã Flávia, no bairro CDI II, dizendo que ia fazer uma entrega. “Por volta das 11 horas, um indivíduo interfonou apresentando-se como entregador da farmácia e que teria uma encomenda para o dr. Hudson, que relutou a abrir o portão”, disse o boletim.

A cuidadora contou à polícia que, ao atender, foi ameaçada com os seguintes dizeres: “abre aqui se não vou te matar”. Com medo, ela abriu o portão. Depois, o autor ainda acrescentou: “meu problema não é com você, sai daqui, meu problema é com ele que esta me devendo tem 18 anos.” Nesse momento, a testemunha fugiu para pedir socorro. Após invadir o imóvel, o criminoso ateou fogo no quarto onde estava o policial aposentado.

Hudson estava com a saúde debilitada em função de um AVC, que teve há seis meses, por isso não conseguiu sair e morreu carbonizado.

A perícia e uma equipe de policiais compareceram ao local para identificar e coletar vestígios. “O corpo da vítima foi encaminhado ao Posto Médico-Legal (IML) do município, onde passou por exame de necropsia e, em seguida, foi liberado aos familiares”, disse a PC.


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Formou em jornalismo pela PUC Minas e trabalhou como repórter do caderno de gerais do jornal Estado de Minas. Na Itatiaia, cobre principalmente Cidades, Brasil e Mundo.
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