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‘Meu portão está todo furado de bala’, relatou sobrevivente de chacina em festa infantil na Grande BH

Uma parente das vítimas contou que a família já estava sendo ameaçada e que até o cão já havia sido baleado; chacina ocorreu em Ribeirão das Neves na última quinta-feira (23)

“Meu portão está todo furado de bala. Meu cachorro já foi baleado. Eles chegaram lá para matar todos nós”. Isso é o que relatou Lígia Moreira, familiar das vítimas mortas na chacina durante uma festa infantil em Ribeirão das Neves, na região metropolitana de Belo Horizonte. Os corpos de Felipe Júnior Moreira Lima, de 26 anos, e do filho Heitor Felipe, de 9, e da prima Laísa Emanuelle Pereira de Oliveira, de 11, foram velados neste sábado (25), no Cemitério Belo Vale, em Santa Luzia, também na Grande BH.

Durante a despedida, Lígia Moreira, uma das tias de Felipe, contou que a família estava sendo ameaçada há três meses. “Ele não merecia morrer assim. Ninguém merece morrer assim. O filho dele era jogador, ele ia mudar a história da nossa família”, disse, muito emocionada. O aniversariante Heitor tinha o sonho de ser jogador profissional de futebol e estava no caminho para realizar o sonho. Ele foi atleta da escolinha do Atlético e, conforme apuração da Itatiaia, treinava em uma escolinha conveniada ao América.

Ela descreveu o episódio como “covarde”. “Se eles queriam pegar meu sobrinho, ele esperava ele sair da festa. Eles quiseram fazer uma chacina. O cara chegou atirando para todos os lados e só tinha gente da família. A maioria dos convidados já tinha ido embora, só tinha crianças”, contou. Ela relatou que os parentes estavam temerosos ao realizar o evento. Contudo, decidiram pela festa depois de muita insistência das crianças.

Como tudo acontenceu

Ela contou que viu o momento em que os criminosos chegaram no sítio. “Eu estava esperando o meu marido chegar para levarmos o Felipe embora. Quando veio o carro branco, achei que era do outro rapaz que estava na festa. Eu estava conversando com uma vizinha quando o carro parou. Quando abriu a porta, dois desceram atirando”, contou.

A familiar ainda disse que outros dois homens ficaram dentro do carro. “Gritei: corre Felipe. Eu sabia o que eles queriam”, contou. Ela disse que a tragédia só não foi maior porque ela entrou em luta corporal com um dos bandidos.

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‘Pulei em cima dele’

“A mulher que tem um filho com o Felipe veio com um cabo de vassoura batendo nele. Fui correndo e pulei em cima. Acho que foi nesse momento que o comparsa dele se apavorou e atirou para o meu lado e acabou acertando ele”, explicou. Um dos suspeitos, de 24 anos, deu entrada baleado na UPA JK em Contagem e foi preso em flagrante. De acordo com a Polícia Militar (PM), a tragédia está ligada à guerra do tráfico de drogas no Morro Alto, em Vespasiano. Clique e veja tudo que se sabe.


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Formou em jornalismo pela PUC Minas e trabalhou como repórter do caderno de gerais do jornal Estado de Minas. Na Itatiaia, cobre principalmente Cidades, Brasil e Mundo.
Jornalista formado em Comunicação Social pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UNI-BH). Na Itatiaia desde 2008, é “cria” da rádio, onde começou como estagiário. É especialista na cobertura de jornalismo policial e também assuntos factuais. Também participou de coberturas especiais em BH, Minas Gerais e outros estados. Além de repórter, é também apresentador do programa Itatiaia Patrulha na ausência do titular e amigo, Renato Rios Neto.
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