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Criminoso que ficou 13 anos preso em MG se torna foragido um dia após saidinha

Suposto membro do PCC, ‘Quén-Quén’ já foi considerado um dos criminosos mais procurados e perigosos de Minas Gerais

As autoridades mineiras fazem buscas por Bruno Rodrigues Souza, de 36 anos, conhecido como ‘Quén-Quén’. O criminoso, que é um suposto membro do Primeiro Comando da Capital (PCC) e já foi considerado um dos mais perigosos e procurados de Minas Gerais, passou 13 anos preso no regime fechado e, nesta semana, recebeu pela primeira vez o benefício da saída temporária. Porém, não retornou para o presídio e passou a ser considerado foragido da Justiça um dia depois.

‘Quén-Quén’ nasceu em Teófilo Otoni, no Vale do Mucuri, onde tem longa ficha criminal, incluindo homicídios. Cometeu o primeiro crime aos 15 anos e, de acordo com a Polícia Civil, tem ligações com o Primeiro Comando da Capital (PCC), facção de São Paulo. ‘Quén-Quén’ veio para Belo Horizonte no fim de 2009, após fugir de uma operação policial em Teófilo Otoni contra o tráfico de drogas.

Em agosto de 2011, ‘Quén-Quén’ matou o policial penal Ronaldo Miranda de Paula, de 42 anos, e baleou um policial civil durante uma fuga na avenida Cristiano Machado, na capital mineira. Meses depois, ele baleou dois policiais civis durante uma troca de tiros no bairro Califórnia.

‘Quén-Quén’ foi preso em outubro de 2011 na Baixada Santista, área considerada o berço do PCC, ao lado do seu braço-direito, conhecido como ‘Pezão’. Desde então ele esteve detido em várias unidades prisionais, por último o Complexo Penitenciário Público-Privado (CPPP) de Ribeirão das Neves, na região metropolitana de Belo Horizonte.

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Em março deste ano, ele foi autorizado a ir para o regime semiaberto e passou a ter direito a saídas temporárias. A decisão foi assinada pelo juiz Lourenço Migliorini Fonseca Ribeiro de Francisco Sá.

Por coincidência, o braço-direito de ‘Quén-Quén’, ngelo Gonçalves de Miranda Filho (‘Pezão’) também é considerado foragido da Justiça após ser beneficiado com a saída temporária e não retornar ao presídio.

Em nota, a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) informou que Bruno deveria ter retornado ao sistema prisional às 15h de quinta-feira (18), o que não aconteceu. Por isso, ele passou a ser considerado foragido. No caso dele, o crime de fuga é qualificado por abuso de confiança, já que não cumpriu as condições do benefício concedido pela Justiça.


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Repórter policial e investigativo, apresentador do Itatiaia Patrulha.
Jornalista formado pela UFMG, com passagens pela Rádio UFMG Educativa, R7/Record e Portal Inset/Banco Inter. Colecionador de discos de vinil, apaixonado por livros e muito curioso.
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