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Dengue: espera por atendimento aumenta para 12 horas em UPA de Belo Horizonte

Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) informa que está ciente da atual pressão nas unidades de saúde e tem trabalhado para garantir o cuidado da população

Com lotação em unidades exclusivas que recebem pacientes com sintomas de dengue, a espera por atendimento chega a cerca de 12 horas na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) no bairro Santa Efigênia, região Centro-Sul de Belo Horizonte.

Com isso, para quem está com fortes dores no corpo, de cabeça, febre e outros sintomas, a situação fica ainda pior. Muita gente desiste e volta para casa sem ter passado pela avaliação médica.

Esse foi o caso da Alice Santana, que trabalha em uma clínica de oftalmologia. “Há uma semana mais ou menos fui diagnosticada com dengue. Mas os sintomas persistiram. Dói muito para se movimentar, o corpo todo”, contou. Ela disse que a média de espera é de, no mínimo, seis horas. “Horrível. Eu não vou ficar. Vou procurar outro médico”, acrescentou.

Quem consegue esperar pelo atendimento fica ainda mais debilitado. “Está lotada, o corpo parece estar pesando 300 quilos”, disse outro paciente diagnosticado pela primeira vez com dengue. Ele contou que chegou por volta de 12h e até as 17h ainda aguardava pelo profissional.

Fábio Luz teve que retomar à UPA 24 horas após deixar a emergência. “Não consegui trabalhar. Ontem, eu vim para cá e a médica falou se ia piorar, você volta para cá de novo”, disse. Na segunda (19), ficou mais de 13 horas no local. “O atendimento aqui ele está devagar, mas está fluindo. Cheguei por volta das 10h e saí às 21h”, contou.

Acompanhantes ainda reclamam da falta de cadeiras e aguardam do lado de fora da unidade de saúde.

‘Pressão nas unidades’

Em nota, a Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) informa que está ciente da atual pressão nas unidades de saúde e tem trabalhado para garantir o cuidado da população.

A nota diz ainda que 95 pessoas foram atendidas apenas ontem no Centro de Arboviroses Centro-Sul. Em relação à estrutura, a Prefeitura afirma que há cadeiras e poltronas disponíveis para que as pessoas sejam acomodadas.

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Júlio Vieira é repórter da Itatiaia.
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