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Preso por furtar carros de luxo em BH usa decodificador e demora 35 segundos para levar veículos

Hilux 2022, avaliada em mais de R$ 250 mil, já estava com chassi, vidros e motor adulterados e anunciada para venda

O suspeito de integrar um grupo especializado em furtar veículos de luxo na Grande BH usava um decodificador para ligar os carros e demorava cerca de 35 segundos para levar os automóveis. A informação foi dada pelo próprio criminoso ao sargento da Polícia Militar (PM), Widima Pereira, envolvido na ocorrência que resultou na prisão do suspeito e de outros três comparsas na madrugada desta quarta-feira (7). Uma Hilux 2022, avaliada em mais de R$ 250 mil, e uma Strada, foram recuperadas.

A ocorrência começou na avenida José Cleto, altura do bairro Palmares, na região Nordeste da capital, onde dois suspeitos foram abordados, e terminou em Vespasiano, na Grande BH, com mais dois presos e a recuperação da Hilux e da Strada.

“Realizamos a abordagem e localizamos com um deles um aparelho decodificador e também uma chave de um veículo Toyota. Eles falaram que usavam esse decodificador para fazer chaves e furtar veículos de luxo”, disse o sargento. Ainda conforme o militar, os veículos furtados tinham chassi, vidros e motores adulterados e eram anunciados para venda.

“Eram modificações bastante profissionais, envolvendo os vidros, o motor e o chassi. Os veículos (Hilux e Strada) já estavam anunciados para a venda”, ressaltou o policial.

Ainda conforme o militar, cada um dos presos tinha função determinada no esquema: um era considerado o ladrão, que arrombava e levava os carro. Outro era atravessador, que negociava a caminhonete para receptadores e os outros demais emprestavam as garagens para guardar os veículos até serem negociados.

“A função deles era muito bem estruturada: tinha um dos indivíduos que era responsável por furtar o veículo. Em conversa, ele disse que gasta em média de 10 a 30 segundos para entrar numa Hilux, veículo de luxo. Para sair (com o carro), ele faz a decodificação pelo aparelho em média de cinco segundos”, explicou.

Os suspeitos disseram ainda ter ligação com um traficante do Rio de Janeiro, apelido Mamute.

Todos têm passagens por furto e receptação. Eles devem responder por formação de quadrilha.

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Jornalista formado em Comunicação Social pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UNI-BH). Na Itatiaia desde 2008, é “cria” da rádio, onde começou como estagiário. É especialista na cobertura de jornalismo policial e também assuntos factuais. Também participou de coberturas especiais em BH, Minas Gerais e outros estados. Além de repórter, é também apresentador do programa Itatiaia Patrulha na ausência do titular e amigo, Renato Rios Neto.
Jornalista formado pela Newton Paiva. É repórter da rádio Itatiaia desde 2013, com atuação em todas editorias. Atualmente, está na editoria de cidades.
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