Ouvindo...

Times

Demitida, funcionária é suspeita de fazer ritual com cadáver humano para ex patrões

Policiais encontraram na casa da investigada materiais e vestimenta usados nos rituais

A Polícia Civil de Minas Gerais cumpriu um mandado de busca e apreensão na casa de uma mulher que teria feito um ritual com um crânio humano para os ex-patrões em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, na manhã desta terça-feira (6).

As investigações começaram após denúncia do possível ritual feito na porta de um estabelecimento comercial. Segundo os donos do comércio, uma antiga trabalhadora seria a responsável pelo ato, devido a um desacerto na rescisão do vínculo trabalhista.

Em coletiva na tarde desta terça-feira (6), o delegado a frente do caso, Raphael Boechato, explicou que a denúncia chegou por meio de vizinhos do local, que procuraram a delegacia.

“Esses fatos chegaram ao nosso conhecimento a partir das vítimas que procuraram a delegacia e informaram que na frente do comércio deles, havia um crânio humano, com os indícios de que foi feito um ritual místico. A partir dai, nós pegamos os depoimentos dessas pessoas, se eles suspeitavam de alguém. Depois disso, nos conseguimos, com ajuda das imagens da câmera de segurança, identificar a pessoa”, explicou o delegado.

As imagens foram feitas por uma câmera de segurança e mostram o exato momento em que a mulher deixa um crânio na porta de uma loja, com ajuda de mais duas pessoas. Segundo o delegado, a investigada teve uma desavença com os ex-patrões.

De acordo com o delegado, a confirmação de que o crânio se tratava de um humano, aconteceu após a realização de exames. “Nós cumprimos o mandado de busca e apreensão após também ter confirmado com o Instituto Médico Legal que se tratava de um crânio humano”, apresentou Raphael.

Na casa da suspeita, foram encontrados materiais compatíveis com os que foram achados em torno do crânio, além de vestimentas usadas nos rituais.

Motivação

Ainda na coletiva desta terça-feira (6), a PC explicou sobre a relação da suspeita, que trabalhou como cuidadora dos pais da vítima.

“A relação entre a suspeita e as vítimas, era uma relação de trabalho. Ela era cuidadora dos pais das vítimas, mas teve o vínculo trabalhista rompido e teria cobrado um valor alto, dos ex patrões. A suspeita confirmou o envolvimento no caso e disse que jamais teria usado um crânio de humano e sim um de cera”, disse o delegado do caso, Raphael Boechato.

Confirmado pelo Instituo Médico Legal (IML), que se tratava de um crânio humano, a suspeita apresentou ainda três versões diferentes do caso.

“Ela informou que adquiriu o crânio em uma loja de material voltada para rituais místicos e que após ter deixado ele no local, alguém substituiu por um crânio humano”, contou o delegado.

As investigações sobre o caso continuam, já que os dois homens que aparecem nas imagens com a mulher, também serão ouvidos. De acordo com a PC, com essa parte específica do corpo humano, o crânio seria de um homem de aproximadamente 45 anos, que morreu há mais de um ano. Agora, o DNA então será lançado no banco de dados e pessoas desaparecidas ou que foram sepultadas como indigente.

A suspeita, por enquanto, deve responder em liberdade. Segundo o delegado, ela não tinha passagens pela polícia. “Ela pode responder pelos crimes de subtração de cadáver, vilipêndio a cadáver e ameaça. Se somadas as penas, ela pode ficar seis anos e seis meses na prisão”, concluiu.

Participe do canal da Itatiaia no Whatsapp e receba as principais notícias do dia direto no seu celular. Clique aqui e se inscreva.

A Rádio de Minas. Tudo sobre o futebol mineiro, política, economia e informações de todo o Estado. A Itatiaia dá notícia de tudo.
Leia mais