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Cachorros e gatos podem desenvolver dengue? Médico veterinário explica

O surto de dengue que fez Minas Gerais decretar estado de emergência em saúde pública, preocupa tutores de pets

O surto de dengue que fez Minas Gerais decretar estado de emergência em saúde pública, preocupa tutores de pets sobre a possibilidade dos seus cães e gatos contraírem a doença.
No entanto, de acordo com o presidente do Conselho Regional de Medicina Veterinária de Minas Gerais (CRMV-MG), Bruno Divido, nada indica que a infecção dos pets seja possível e os donos não precisam criar “alarde”.

“Não existe nenhum trabalho que comprove a infecção natural de cães e gatos com dengue. Isso não é nenhuma preocupação no meio veterinário”, destacou Bruno Divino em entrevista à Itatiaia.

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“Apesar desse surto que está acontecendo em Minas Gerais, a população é realmente muito atingida, mas os cães e gatos estão seguros”, garante o médico veterinário.

O presidente destaca que os pets não desenvolvem nenhuma das doenças transmitidas pelo Aedes aegypti, como: dengue, zika e chikungunya.

Cães e gatos podem ser o hospedeiro da dengue?

O clima úmido e quente favorece a proliferação do mosquito Aedes aegypti, que levou a uma onda de dengue em Belo Horizonte.

Nas próximas semanas, a capital mineira deve enfrentar uma epidemia da doença, segundo o Secretário Municipal de Saúde, Danilo Borges.

Bruno Divino afirma que os animais de estimação estão sujeitos à picados do Aedes aegypti.

“Os mosquitos picam os cães e gatos, mas a doença não se desenvolve”, lembra o presidente do CRMV-MG.

Ele destaca que os pets também não servem como hospedeiros da doença, como ocorre com a leishmaniose em cachorros.

Nesse caso, os cães são picados pelo “mosquito palha” (Lutzomyia) infectado, desenvolvem a doença e podem transmitir aos humanos através dos vetores. Isso não acontece com a dengue.

Prevenção

O presidente do Conselho Regional de Medicina de Veterinária destaca que os tutores preocupados podem recorrer a coleiras repelentes para prevenir as picadas dos mosquitos.

“Se o tutor quiser evitar o contato com o Aedes aegypti, pode colocar a mesma coleira repelente que usa no caso da leishmaniose. Ela é impregnada com um pesticida que é repelente e vai ajudar a prevenir a picada do mosquito”, conclui Bruno Divino.

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Formado em Jornalismo pela UFMG, com passagens pelo jornal Estado de Minas/Portal Uai. Hoje, é repórter multimídia da Itatiaia.
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