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Acusado de tentar matar fisiculturista em BH diz que ‘atirou para pará-la’

Em depoimento durante julgamento, Weldrin Lopes classificou relação com Ellen Otoni como ‘superficial e casual'; vítima afirma que ‘acreditava que o companheiro estava planejando sua morte’

Foto traz montagem com as imagens de Ellen Otoni e Weldrin Lopes, fisiculturistas

Ellen Otoni foi baleada por Weldrin Lopes dentro de um apartamento no bairro Jaraguá, na região da Pampulha, em BH

Reprodução/Redes sociais

Weldrin Lopes, acusado de tentar matar a ex-namorada, a fisiculturista Ellen Otoni, é julgado nesta terça-feira (23) em Belo Horizonte. Durante o depoimento, o suspeito afirmou que só fez os disparos para ‘parar’ a mulher e classificou o relacionamento do casal como ‘superficial e casual’.

Ellen Otoni disse aos jurados que conheceu Weldrin em 2017, no meio das atividades do fisiculturismo. Ela acreditava que ficaria junto com Weldrin, algo que ele prometia e não cumpria. Ellen afirma que o suspeito tinha o costume de ‘chamá-la de louca e sumir por diversos dias quando brigavam’, reaparecendo pouco depois. Poucos dias antes do crime, o casal passou o Carnaval junto, mas Ellen ‘acreditava que Weldrin estava apenas se despedindo dela, porque havia planejado sua morte’.

No dia do crime, eles discutiram no Whatsapp e Ellen acabou sendo bloqueada pelo suspeito. Ela aguardou por mais de duas horas na porta do prédio dele, no bairro Liberdade. Ao chegar, Weldrin subiu para o apartamento junto com Ellen e os dois começaram a discutir. Na sequência, Weldrin fez o primeiro disparo no rosto de Ellen, que foi para cima dele. O segundo tiro foi de raspão. Na sequência, Ellen escorregou no próprio sangue e caiu. Weldrin deu mais um tiro na cabeça da mulher, que ainda conseguiu reagir e subir em cima do suspeito, que fez outros disparos. Mesmo baleada, Ellen conseguiu desarmar o fisiculturista, abrir a porta do apartamento e fugir.

Já Weldrin disse em depoimento que o relacionamento do casal era ‘superficial e casual’. O fisiculturista afirma que se mantinha próximo da ex-companheira e do filho, sendo inclusive responsável pelo treinamento da ex-esposa. Weldrin afirmou que sempre deixou claro para Ellen que pretendia voltar para a ex e que ela não deveria alimentar expectativas.

Ainda durante o depoimento, Weldrin confessou os disparos, mas afirmou que a intenção era parar Ellen, que seguia avançando na direção dele. Segundo ele, Ellen sabia que ele tinha uma arma e teria ido em direção ao quarto, fazendo com que ele se antecipasse e pegasse a arma primeiro. O fisiculturista afirma que não tinha a intenção de matá-la, mas apenas queria que ela saísse do apartamento.

A expectativa é que o resultado do julgamento saia ainda nesta terça-feira (23).

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Relembre o caso

Ellen, de 37 anos, foi baleada dentro do apartamento onde mora no Bairro Liberdade, região da Pampulha, na noite do dia 23 de fevereiro. O principal suspeito do crime é o companheiro da vítima, identificado como Weldrin Lopes de Alcantara, de 44 anos, que fugiu da cena do crime e só foi preso quatro dias depois.

De acordo com as primeiras informações, o casal estava tendo uma briga, quando disparos e pedidos de socorro foram ouvidos por vizinhos. A polícia foi acionada e os militares empenhados se depararam com ela caída ao chão, vítima de pelo menos quatro tiros.

O suspeito se entrgou à polícia porque, segundo ele, não aguentava mais a pressão. Ele vai esperar o julgamento preso preventivamente na Ceresp Gameleira. A defesa do fisiculturista chegou a sugerir que ele agiu em legítima defesa, hipótese que foi descartada pela Polícia Civil.

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Jornalista formado pela UFMG, com passagens pela Rádio UFMG Educativa, R7/Record e Portal Inset/Banco Inter. Colecionador de discos de vinil, apaixonado por livros e muito curioso.
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