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Tradicional projeto musical mineiro completa 30 anos e promete grande festa

Apoiado pelo Sesc, Minas Ao Luar ganha nova marca, blog com a sua história e tem lançamento oficial das comemorações marcado para maio

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Minas ao Luar na Serraria Souza Pinto realizado em 2005: trajetória marcante em Minas • Sesc-MG / Divulgação

Um dos mais tradicionais e "mineiros" projetos desenvolvidos em Belo Horizonte completa 30 anos e vai ganhar celebrações especiais. Trata-se do Minas ao Luar, concebido como itinerante, e que ao longo dos anos se firmou como manifestação cultural da música que se faz no Estado. Com apoio do Sistema Fecomércio MG, por meio do Sesc Minas, vai ganhar um grande espetáculo musical em maio, cuja programação será divulgada em breve.

Uma primeira ação que marca o aniversário da iniciativa foi o lançamento de nova marca e de um blog que resgata a trajetória do projeto e convida o público a compartilhar suas melhores memórias dos encontros. O redesign da logo já está disponível nas redes sociais do Sesc Minas e é inspirado na regionalidade mineira, nas montanhas do estado e, principalmente, no propósito de conectar pessoas por meio da música.

Para o presidente do Sistema Fecomércio MG, Sesc e Senac, Nadim Donato, as comemorações buscam enaltecer a história do Minas ao Luar.

"Também buscamos reforçar seus valores de acolhimento ao público e estímulo à cena musical regional", ressalta.

Trajetória e evolução

A estreia do Minas ao Luar aconteceu em 1994, em Diamantina. Criado para valorizar a seresta instrumental, expandiu-se para outros gêneros, percorreu centenas de cidades e reuniu um público superior a 3,5 milhões de pessoas em mais de 700 edições. Além dos shows, o projeto também gerou registros importantes. Em 1999, foram lançados o livro Minas ao Luar – Serestas, com cifras e letras de 280 músicas para violão, e um CD com clássicos das serenatas interpretados por Maria Concebida Viana "Dunga", Waldir Silva e seu conjunto, Coral Voz e Vida, Marília Azevedo Nascimento e Hélio Bernardes Barbosa.

Nos anos 2000, ganhou estrutura robusta, e passou a exigir mais de 20 toneladas de equipamentos para garantir a qualidade técnica e artística dos espetáculos. Desde então, começou a oferecer ao público uma programação diversificada, com apresentações gratuitas de artistas como Jair Rodrigues (2006), Toquinho (2015), Chitãozinho & Xororó (2015), Elza Soares (2016), Graveola (2018) e Pato Fu (2018).

Em 2011, César Menotti & Fabiano gravaram o disco Minas ao Luar – Canções II, no Sesc Palladium. Três anos depois, o espaço recebeu o show comemorativo de 20 anos do Projeto, registrado em DVD com participação do cantor e violeiro Sérgio Reis.

Edições especiais também homenagearam os centenários de Juscelino Kubitschek, entre 2001 e 2002, entre elas um show em Brasília, e de Ary Barroso, em 2003. O projeto integrou ainda eventos marcantes, como o Centenário de Belo Horizonte (1997), os 300 anos de Ouro Preto (1998), os 60 anos do Sesc em Minas (2006), os 40 anos da Globo Minas (2008), os 50 anos do Mineirão (2013) e os aniversários de programas da Rede Minas – 30 anos do Agenda e 20 anos do Alto-Falante (ambos em 2018).

Em 2004 e 2005, o Minas ao Luar – Especial de Carnaval animou a praça Duque de Caxias, no tradicional bairro Santa Tereza, em Belo Horizonte. Nas duas edições, Waldir Silva e Conjunto Musical subiram ao palco, com participação da Corte Real Momesca do Carnaval Oficial da cidade. Em 2015 e 2016, o Minas ao Luar fez parte da Virada Cultural de BH.

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