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Jovem é reprovada em 44 vestibulares e dá dicas após passar em medicina; confira quanto ela gastou

Gabrielle Salis fez três anos de cursinho, em média foram 13 provas de vestibular por ano; ao todo foram 50 vestibulares

Um vídeo postado nas redes sociais viralizou após uma jovem contar sua verdadeira história sobre as tentativas de ser aprovada em um vestibular. Gabrielle Salis, de Ribeirão Preto, em São Paulo, foi reprovada 44 vezes no curso de Medicina.

Em 2017, a estudante procurou o próprio nome nas listas de aprovados no vestibular, mas não o encontrou. O vídeo foi gravado em 2023 - mas viralizou nos últimos dias. A cena se repetiu diversas vezes e até 2021, foram 44 provas diferentes, sempre com o mesmo enredo, reprovação.

Nas redes sociais, ela contou que estudava, participava de cerca de 13 processes seletivos por ano, mas não era aprovada em nenhum. Apesar de todas as reprovações, Gabrielle diz que a trama teve um final feliz: ela passou em 6 faculdades de medicina em 2021 e agora, aos 24 anos, está no 6º semestre na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

“Eu achava que meu dia nunca iria chegar. Já tinha decidido que iria desistir, que não insistiria mais se não desse certo naquele ano. Mas descobrir que fui aprovada fez com que todo o meu sofrimento desaparecesse”, contou a jovem ao g1.

Ela diz que gastou aproximadamente R$ 5 mil em taxas de inscrição ao longo de todas as tentativas. Só em 2020, foram 7 kg (pesados na balança!) de papel impresso com exercícios e simulados. E mais de 10 horas de estudo e aula por dia.

Com esses números todos, a jovem buscava vencer justamente a dificuldade em exercícios de exatas, - composta por questões de matemática, física, química e biologia.

“Desde o começo, tive notas boas na redação, acima de 900, mas meu problema era matemática. Passei a fazer exercícios todo dia. Era época de pandemia, então, eu tinha de mandar todas as dúvidas para os professores por um aplicativo. Fiz perguntas meio ridículas, mas era importante esclarecer absolutamente tudo”, afirma Gabrielle.

A estudante de medicina contou também, sobre as principais mudanças que promoveu em sua rotina de estudos para finalmente ser aprovada.

“No primeiro ano de cursinho, estudei para caramba, sem nenhum momento de lazer. Tive uma crise de ansiedade no fim”, diz ela. “Passei, então, a fazer pausas para exercício físico, almoço e descanso”, assim procurando um equilíbrio.

Planejamento e disciplina: “Eu achava que fosse só estudar e pronto. Não tinha organização nenhuma. Depois, comecei a estipular exatamente o horário de cada disciplina, para nenhum conteúdo ficar de fora”, afirma Gabrielle.

E por último, foco: "É muito frustrante ver que, por um décimo, você ficou a 50 ou 100 posições de ser aprovada. Mas medicina é assim. Você se pergunta: o que mais preciso fazer para dar certo? Fiquei mais focada em 2021 e decidi que daria tudo de mim. Seria minha última tentativa antes de desistir.”

Segundo Gabrielle, em termos de técnica de estudo, o que mais funcionou foi fazer provas antigas de vestibulares.

Em suas notas no Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM), ao todo são 180 questões, o número de acertos de Gabrielle saltou de 128 - em 2017, para 154 em 2020.

Aprovação nas universidades

Ao todo, Gabrielle foi aprovada em cinco universidades - duas privadas e três públicas. No início de 2021, a jovem começou a estudar na Faculdade de Medicina de Marília (Famema), no interior de São Paulo, porém ela não se adaptou ao método de ensino da instituição e, no segundo semestre, novamente participou do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) e passou na UFRJ.

‘O privilégio te dá a porta, mas você precisa ir lá e abrir’, disse ela.

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Formada em jornalismo pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH), já trabalhou na Record TV e na Rede Minas. Atualmente é repórter multimídia e apresenta o ‘Tá Sabendo’ no Instagram da Itatiaia.
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