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Disputa por herança do ganhador da Mega-Sena assassinado no RJ se arrasta por 17 anos

Filha única, irmãos e sobrinho brigam por R$ 100 milhões

A batalha judicial em torno da herança deixada pelo lavrador Renê Senna, ganhador de um prêmio de R$ 52 milhões da Mega-Sena, se arrasta por 17 anos. A fortuna, estimada atualmente em R$ 100 milhões, é disputada por oito irmãos, um sobrinho, a filha única da vítima e até por Adriana Ferreira Almeida Nascimento, viúva de Renê condenada a 20 anos de prisão por ser mandante da morte de Renê.

Conforme matéria do jornal o Globo, o advogado que representa os oito irmãos e o sobrinho do lavrador entrou com um pedido de nulidade do último testamento, apresentado por Renata Almeida Senna, filha do milionário. A medida foi protocolada na Vara Cível do Fórum de Rio Bonito, no dia 4 deste mês.

O documento apresenta Renata como única herdeira de Renê e deixa de fora da herança oito irmãos e um sobrinho do lavrador. O testamento de Renata substituiu outros três anulados por decisões judiciais anteriores.

Outra decisão judicial, de novembro de 2021, já tinha assegurado para Renata 50% da herança. A Justiça também determinou que a metade da fortuna de Renê fosse depositada depois do recolhimento de impostos. Isso ocorreu depois que o Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou um recurso da viúva Adriana Ferreira Almeida Nascimento. A ex-mulher do milionário tentava validar testamento para ficar com a metade da bolada, mas a Justiça entendeu que ela manipulou o lavrador e que o plano para matá-lo já tinha sido arquitetado por Adriana.

O acórdão do STJ reconheceu a validade de um dos testamentos anteriores, que dava a oito irmãos e um sobrinho de Renê o direito à outra metade de seus bens, além da parte já destinada por direito à Renata. No entanto, Renata alegou, em setembro de 2023, que o documento havia caducado (perda de validade) e apresentou cópia de outro testamento, de 14 de outubro de 2006, onde ela aparecia como única herdeira do pai. O documento então revogou o anterior e deu a ela o direito de receber a outra metade que ficaria com os irmãos e o sobrinho do lavrador.

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No pedido de nulidade, feito no dia 4 de junho e que tenta reverter a situação, a defesa dos excluídos do novo testamento alega que testemunhas da lavratura do documento apresentado por Renata tinham algum tipo de interesse na causa.

Os testamentos foram feitos por Renê Senna entre 2005 e 2006. Ele foi assassinado a tiros no dia 7 de janeiro de 2007, quando voltava de um bar, no município de Rio Bonito. Adriana teria encomendado a morte do marido após ele dizer que iria tirar ela do testamento.

Adriana foi condenada definitivamente em setembro de 2020, além de ser excluída do testamento. A viúva cumpriu quatro anos da pena e está atualmente no regime semiaberto.


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