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Justiça arquiva pedido de Neymar para investigar Neto por incitação ao crime

Atacante da Seleção Brasileira se queixava de declaração feita em programa de TV após empate com a Venezuela pelas Eliminatórias da Copa

A Justiça de São Paulo arquivou um pedido de investigação feito por Neymar Júnior contra o ex-jogador e apresentador Neto por supostamente incitar a prática de crime. O atacante do Al-Hilal (Arábia Saudita) se queixava de uma declaração do apresentador feita após uma partida da Seleção Brasileira pelas Eliminatórias da Copa do Mundo de 2026.

Em 12 de outubro do ano passado, o Brasil empatou em 1 a 1 com a Venezuela, em jogo disputado em Cuiabá (MT). Enquanto Neymar se dirigia ao vestiário, um torcedor atirou um saco de pipoca em sua direção. O atacante brasileiro parou e xingou o torcedor.

Já no dia seguinte, ao analisar a partida em um programa da TV Bandeirantes, Neto fez uma série de reclamações sobre o desempenho da Seleção Brasileira. Entre as análises, o apresentador classificou como um “absurdo” o torcedor ter jogado o saco de pipoca em Neymar, mas completou com a seguinte frase:

“Falaram: ‘Olha, é um absurdo, jogaram um saco de pipoca’. Meu irmão, tem que mijar! Todo mundo mijar na cabeça deles! Fazer cocô e jogar! Pah! Tem que fazer isso. (...) Um cara que se preocupa porque um saquinho de pipoca foi jogado e bateu na cabeça dele. ‘Pô, vai ‘não sei’ o que lá. Quem você pensa que é?’. Aí vem o treinador e dá uma lição de filósofo”

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Diante dessa declaração, Neymar acionou a Justiça. O atacante disse que Neto não fez uma crítica jornalística, mas o ofendeu, incitando o discurso de ódio nos estádios.

Ouvido em juízo, Neto negou que tenha incitado a violência contra o atleta. Em depoimento, disse que o uso da expressão “mijar na cabeça” foi em sentido figurado.

Para arquivar o pedido de investigação, a juíza Aparecida Angélica Correia, da 1ª Vara Criminal do Fórum de Pinheiros, em São Paulo, levou em consideração um posicionamento do Ministério Público do estado. O arquivamento foi oficializado na última quarta-feira (15).t


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É jornalista formado pela Universidade de Brasília (UnB). Cearense criado na capital federal, tem passagens pelo Poder360, Metrópoles e O Globo. Em São Paulo, foi trainee de O Estado de S. Paulo, produtor do Jornal da Record, da TV Record, e repórter da Consultor Jurídico. Está na Itatiaia desde novembro de 2023.
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