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Tragédias como a do RS mostram como direitos humanos não podem ser esquecidos, aponta autora

Advogada Ingrid Haas lança livro “Os novos direitos humanos”

O livro Os Novos Direitos Humanos, da advogada e autora Ingrid Haas, trata de desmistificar a ideia de que a Declaração Universal dos Direitos Humanos serve para “defender bandido” e derrubar a noção de que a função de garanti-los é só do Estado ou de entidades como a Organização das Nações Unidas (ONU). Logo na capa, o leitor já se depara com a frase: “a mudança começa em você”.

O lançamento do livro acontece nesta quinta-feira (16), às 19h, no Café com Letras, que fica na Savassi.

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Apesar de ter sido escrito por uma advogada e ter sido publicado pela editora Lumen Juris, Ingrid garante, em entrevista à Itatiaia, que “não tem juridiquês, não é só para advogado”. Ela completa dizendo que “na minha obra, eu faço uma convocação para todos os indivíduos, para que a gente olhe para a nossa humanidade da mesma forma que todos nós agora estamos olhando para o Rio Grande do Sul e sendo chamados a se solidarizar”.

Mesmo com a instituição da Declaração Universal dos Direitos Humanos pela ONU, há 75 anos, e com o artigo 5 da Constituição Federal, Ingrid destaca que “a gente vê minorias gritando por esses direitos, essa luta incessante e insuficiente”.

Para a autora, a aplicação dos direitos humanos se restringe aos países do ocidente. “eles (os direitos humanos) só são aplicados no mundo pelos países ocidentais, que são detentores da ONU. Então, por isso a gente ainda vê violações aos direitos humanos acontecendo em outros países que não são adeptos à Declaração Universal dos Direitos Humanos, a gente ainda convive com isso”.

Não é a primeira vez que a advogada escreve sobre isso. Ela também já escreveu outro livro a respeito e tratou sobre os direitos humanos na defesa de seu doutorado. “O primeiro livro foi lançado em 2015 que foi resultado da minha defesa de doutorado, e muita coisa não mudou desde então. Na primeira edição, eu constatei e fiz toda uma retrospectiva do que de fato são esses direitos humanos e porque a gente convive com essas violações”.

A diferença, é que agora o objetivo é chamar a atenção de cada um como indivíduo: “esse livro e essa trajetória de lá para cá, da primeira edição para a segunda, foi como fazer se materializar e efetivar de fato os direitos humanos para todos”.

* Sob supervisão de Enzo Menezes


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Paula Arantes é estudante de jornalismo e estagiária do jornalismo digital da Itatiaia.
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