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Johnnie Walker, filho do ‘Repórter do Povão’, é executado a tiros no Piauí

Empresário de 36 anos foi morto a tiros dentro de mercado em Teresina; polícia descarta latrocínio e afirma que intenção dos criminosos era assassinar Johnnie

A Polícia Civil do Piauí abriu um inquérito para investigar a morte de Johnnie Walker Andrade, empresário de 36 anos que foi executado a tiros na noite de sexta-feira (10) em Teresina. Johnnie era filho do jornalista Joselito Andrade, conhecido como ‘Repórter do Povão’. Os investigadores acreditam que os criminosos tinham apenas o objetivo de matar o empresário, já que não roubaram nada no local.

De acordo com a ocorrência, quatro homens chegaram de carro e invadiram o mercado, dando 20 tiros em Johnnie Walker e fugindo em sequência. O empresário morreu no local, antes mesmo da chegada dos socorristas. Johnnie deixa um filho de 1 ano. O corpo da vítima foi levado para o Instituto Médico-Legal (IML) de Teresina.

Joselito Andrade, o ‘Repórter do Povão’, é um jornalista focado em cobertura policial na região de Teresina, divulgando vídeos de criminosos em ação pela cidade. Em um vídeo publicado em suas redes sociais, Joselito afirmou que havia acabado de deixar o mercado quando o filho foi morto.

Tiraram a vida do meu filho. Quero aqui pedir a Deus que tudo possa ser resolvido na forma da lei, que cada um deles que participou que possa pagar pelo erro. Entrego nas mãos de Deus, que ele possa ser o juiz. Essa dor que estou passando... Ele estava no comércio dele quando o local foi invadido por quatro elementos em um carro. Foi uma barbaridade. Deus está me dando força nesse momento. O que era amor, virou uma dor’, disse Joselito.

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Apesar de Joselito alegar que os criminosos roubaram mercadorias antes de deixar o local, a Polícia Militar alega que nada foi morto e praticamente descarta a hipótese de latrocínio (roubo seguido de morte). As informações repassadas por testemunhas dão a entender que Johnnie foi executado e que a única intenção dos criminosos era matar o empresário.

Os investigadores tentam, agora, recuperar as imagens das câmeras de segurança do mercado. Segundo Robert Lavor, delegado do Departamento de Homicídio e Proteção a Pessoa (DHPP), os arquivos encontrados no aparelho estão corrompidos. O caso segue sendo investigado.


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Jornalista formado pela UFMG, com passagens pela Rádio UFMG Educativa, R7/Record e Portal Inset/Banco Inter. Colecionador de discos de vinil, apaixonado por livros e muito curioso.
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