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PMs são flagrados quebrando câmera de monitoramento em comunidade do Guarujá, em SP

Polícia Militar realiza a Operação Verão na Baixada Santista, desde dezembro do ano passado; número de mortos chegou a 30 na terça-feira (20)

Policiais militares foram flagrados destruindo uma câmera de monitoramento em uma rua da comunidade da Prainha, no bairro de Vicente de Carvalho, em Guarujá, no litoral paulista. O caso aconteceu na segunda-feira (19), por volta das 16h.

As imagens mostram cinco policiais na rua, em frente a um terreno baldio. Um deles segurava uma arma de cano longo. Ao lado dos policiais, um homem de blusa preta observa a ação.

Os militares passam a observar a câmera de segurança, até que um deles encontra uma grade abandonada e a usa como escada para alcançar a câmera. Um outro policial aparece, em seguida, levando um pedaço de madeira, para que o colega golpeie o equipamento.

Em nota enviada à Itatiaia, a Secretaria de Segurança Pública (SSP) informou que as câmeras eram “utilizadas pelos criminosos para monitorar as atividades ilícitas e a chegada das forças policiais à comunidade”.

A pasta ainda afirma que além das câmeras, os policiais retiraram objetos colocados na via para dificultar a circulação de viaturas e outros veículos.

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Mortos pela PM chegam a 30 no estado

As mortes em supostos confrontos com a Polícia Militar (PM) pela Operação Verão na Baixada Santista, litoral de São Paulo, chegaram a 30 na terça-feira (20), menos de 20 dias após os ataques que mataram dois policiais, um deles da Rota, o pelotão de elite da PM paulista.

Na atual operação, a morte mais recente, que aconteceu na tarde de terça, foi de um homem de 30 anos. Segundo a versão da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP), ele entrou em confronto com PMs, em Santos.

A Operação Verão começou na Baixada Santista ainda em dezembro do ano passado. Porém, as ações foram intensificadas depois das mortes do PM Samuel Wesley Cosmo, no dia 2 de fevereiro, e do cabo José Silveira dos Santos, no dia 7 deste mês. Durante todo o período, a operação prendeu mais de 680 pessoas a apreendeu quase meia tonelada de drogas.

A letalidade da ação policial levou a Defensoria Pública de São Paulo e outros órgãos de direitos humanos a pediram ajuda à Organização das Nações Unidas (ONU) para o fim da operação.

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Fernanda Rodrigues é repórter da Itatiaia. Graduada em Jornalismo e Relações Internacionais, cobre principalmente Brasil e Mundo.
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