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Com 30 mortes, operação após assassinatos de PMs em SP supera número de óbitos da Escudo

No ano passado, 28 pessoas morreram em confronto com policiais depois da morte de policial da Rota

As mortes em supostos confrontos com a Polícia Militar (PM) pela Operação Verão na Baixada Santista, litoral de São Paulo, chegaram a 30 na terça-feira (21), menos de 20 dias após os ataques que mataram dois policiais, um deles da Rota, o pelotão de elite da PM paulista.

No ano passado, também após a morte de um PM da Rota, a Operação Escudo causou a morte de 28 pessoas no litoral em 40 dias de reforço do policiamento.

Na atual operação, a morte mais recente, que aconteceu na tarde de terça, foi de um homem de 30 anos. Segundo a versão da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP), ele entrou em confronto com PMs, em Santos.

Conforme a pasta, o homem correu de uma abordagem. Dentro de uma casa, ele atirou contra os agentes, que revidaram. O homem chegou a ser socorrido, mas não resistiu aos ferimentos.

No local, foram apreendidas uma pistola, 490 porções de maconha, 616 porções de crack, 205 porções de cocaína, um rádio transmissor e um celular.

A Operação Verão começou na Baixada Santista ainda em dezembro do ano passado. Porém, as ações foram intensificadas depois das mortes do PM Samuel Wesley Cosmo, no dia 2 de fevereiro, e do cabo José Silveira dos Santos, no dia 7 deste mês.

Durante todo o período, a operação prendeu mais de 680 pessoas a apreendeu quase meia tonelada de drogas. Por 13 dias, o gabinete da SSP foi deslocado para a região por causa da operação.

A letalidade da ação policial levou a Defensoria Pública de São Paulo e outros órgãos de direitos humanos a pediram ajuda à Organização das Nações Unidas (ONU) para o fim da operação.

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