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O mês de janeiro e as mudanças climáticas

Esse verão deve ser o mais quente de nossas vidas e também o mais frio de nossas vidas

Calor

Onda de calor atingiu diversos estados do Brasil

Fernando Frazão | Agência Brasil

A Organização das Nações Unidas (ONU) previu que esse verão seria o mais quente de nossas vidas e a partir de então seria também o mais frio de nossas vidas. Na cidade do Rio de Janeiro ocorreram temperaturas altas e tiveram dias com sensações térmicas entre 50° a 61°. Em Minas Gerais não tivemos essas ‘grandes ondas’ de calor.

No hemisfério norte, nos Estados Unidos eles estão sofrendo um frio bem rigoroso. Ocorrendo até mesmo a morte de algumas pessoas. A comunidade científica acredita no aquecimento global para esses fenômenos.

Na Amazônia ocorreu uma grande seca, na qual os rios atingiram o seu nível mais baixo em mais de um século. Os cientistas acreditam ser efeito também das mudanças climáticas que do efeito do El Niño. Com a seca cresceu o aumento dos incêndios, e causando um aumento na poluição atmosférica. As temperaturas elevadas da água foram associadas à morte significativa de vida aquática, incluindo mais de 150 golfinhos cor-de-rosa, uma espécie ameaçada de extinção.

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Em Minas e no Rio, estamos tendo fortes tempestades, também causa das alterações de temperatura do planeta. Se chove, chove demais. Se faz calor, faz calor demais. Se faz frio faz frio demais.

As chuvas e a ventania de ontem à noite causaram a queda de várias árvores, obstruindo a passagem de carros e de pessoas. Hoje encontramos um cenário de caos na cidade, com várias árvores com os troncos despencados e quase caindo, fora as poças de água. Penso que muito desses troncos caídos se deve a poda apenas no centro das árvores, deixando as laterais mais elevadas. Com a ventania, a parte mais alta não suporta e quebra.

As poças de água parada e o tempo quente, não tanto como o esperado, mas propício para a estação do ano, juntamente com o lixo acumulado nas ruas estão propagando os mosquitos transmissores da dengue e da Chikungunya, só nesse ano o aumento foi de 754% comparado ao mesmo período do ano passado. Diante desse quadro, o governo irá decretar situação de emergência na saúde.

Percebemos que o mundo todo está sofrendo as consequências da nossa falta de cuidado com o nosso planeta, com a nossa casa comum. E quem destruiu ou destrói, sofre também.

Vamos bater sempre na mesma tecla da preservação, do cuidado com o meio ambiente. Na questão da dengue favorecida pelo calor, águas paradas e lixo vamos tampar qualquer reservatório de água parada em casa, as piscinas abertas, e até pequenos objetos, como tampas de garrafa e vasos de planta. Nas ruas vale recolher o lixo e não acumulado.

Pode colocar areia no prato das plantas ou troque a água uma vez por semana, sem deixar a água empoçar. Mas não basta esvaziar o recipiente. É preciso esfregá-lo, para retirar os ovos do mosquito depositados na superfície da parede interna, pouco acima do nível da água.

Se cada um fizer um pouco, já ajuda e contribui muito para a maioria.

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Cristiana Nepomuceno é bióloga, advogada, pós-graduada em Gestão Pública, mestre em Direito Ambiental. É autora e organizadora de livros e artigos.
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