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VAR: a revolta de uma torcida

01/11/2021 às 11:45
VAR: a revolta de uma torcida

Nós, aqui na Itatiaia, fomos um dos primeiros veículos de comunicação a divulgar a notícia sobre a criação do Árbitro de Vídeo, que ganhou a sigla VAR (Video Assistant Referee) em inglês. No Brasil, o ex-árbitro Manoel Serapião Filho, membro da Comissão de Árbitros da CBF, foi ouvido pela International Board da FIFA sobre seus estudos para auxiliar o árbitro de campo através da tecnologia e contribuiu para a nova ferramenta.

Muita gente não gostou da nova ajuda aos jogos através das imagens da TV. O comentarista José Roberto Right chegou a dizer que muitos árbitros iriam se esconder atrás das decisões do auxiliar tecnológico.

No Brasil o VAR só foi colocado no Brasileirão depois do Vasco da Gama ser prejudicado numa partida com o Corinthians, quando o atacante Jô marcou um gol irregular naquele domingo; e na segunda feira, o polêmico Eurico Miranda foi à CBF e exigiu do então presidente Marco Polo Del Nero que o árbitro de video entrasse em cena.

Com o aporte de R$ 12 milhões no primeiro ano, o VAR chegou e polemizou ao demorar vários minutos para decidir aquele lance. Aos poucos, a desconfiança para diversos gols confirmados ou anulados ou pênaltis e faltas marcadas com o auxilio das câmeras da TV.

No último domingo (31), o caldo ferveu e entornou feio em Porto Alegre com a torcida do Grêmio revoltada com o gol anulado que poderia mudar a história do jogo com o Palmeiras e que terminou 3x1 para a equipe paulista. Só faltaram usar um triturador para destruir completamente a cabine e os equipamentos do VAR. 

A mensagem que nos passa é perigosa, grosseira e vergonhosa. O desespero gremista, penúltimo colocado do Brasileirão/2021, traz a necessidade de respostas urgentes e enérgicas do STJD. Os culpados precisam ser punidos com os rigores da lei.

As entidades, os árbitros, os técnicos, os atletas e a imprensa precisam se manifestar quanto a esse tipo de revolta. O perigo, que antes assombrava o apitador e seus bandeiras, agora ultrapassa o lado das interpretações e invade a tecnologia banhada de ódio de quem ama o seu time e não se conforma com decisões contrárias.

Vamos fazer o quê?

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