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Uma final de Copa do Brasil dos sonhos

Não vou entrar no mérito do preço do ingresso. Sou do tempo em que Cruzeiro e Atlético jogavam no Mineirão e dividiam o estádio, lotando suas dependências

Não vou entrar no mérito do preço do ingresso. Sou do tempo em que Cruzeiro e Atlético jogavam no Mineirão, dividiam o estádio, lotando suas dependências, e com a festa das torcidas nas arquibancadas. Sem brigas. O melhor vencia. E ouvir a reprise dos gols no rádio depois do clássico era vencê-lo novamente. A renda era dividida e o povo ficava feliz.

O tempo passou. Vieram os novos estádios Independência e Mineirão. Belos, confortáveis e admirados. Mas, por favor, ainda sou do tempo em que os clássicos eram jogados no Gigante da Pampulha. Estou repetitivo para frisar que muita gente ficará de fora da decisão da Copa do Brasil por caprichos dos dirigentes que não alcançam o bem-estar do torcedor.

Enquanto isso, em campo, o Atlético vive um dos seus melhores momentos no ano. Vem fazendo apresentações espetaculares, com viradas heroicas e inesquecíveis. Goleadas em adversários que no passado causavam um certo desconforto na torcida. A competência venceu o receio e os gols saem com naturalidade.

O Cruzeiro, líder do Brasileiro com sete pontos de vantagem para o São Paulo, fez um jogaço no segundo tempo na Arena do Grêmio, calando mais de 40 mil gaúchos certos de uma vitória do time de Felipão. Quebrou jejum de triunfo no Sul e deixou o torcedor celeste raspando a mão no título de 2014. Foi mais uma noite memorável da equipe com destaque para o goleiro Fábio.

Com esses ingredientes no gramado, não tenho dúvida em dizer que teremos uma final de Copa do Brasil dos sonhos. Das torcidas e dos amantes de um belo futebol. Quem vai vencer? Não me atrevo tentar adivinhar. Os Deuses do Futebol são capazes de magias ainda inimagináveis para o Mineirão. Local dos clássicos de Cruzeiro e Atlético. Como nos bons tempos, agora e sempre!