Wellington Campos

Coluna do Wellington Campos

Veja todas as colunas

Mais Notícias

Quanto custa vender a alma no futebol

Desde 1987, quando da criação do extinto Clube dos 13, os principais clubes do Brasil fecharam acordo com a televisão para mostrar seus jogos.

14/04/2015 às 01:09

Desde 1987, quando da criação do extinto Clube dos 13, os principais clubes do Brasil fecharam acordo com a televisão para mostrar seus jogos. Lembro-me que na Copa União daquele ano o torcedor escolhia qual jogo iria ser mostrado em TV aberta. Não existia ainda as televisões por assinatura.

As diretorias dos clubes começaram a pegar dinheiro adiantado e se tornaram reféns dos jogos televisivos. Muitos anteciparam receitas de anos para frente e não possuem uma voz ativa para evitar esse ou aquele prejuízo com horários das partidas programadas nas telas.

Os torcedores, então, se afastaram dos estádios. Com a chegada do pay-per-view, apareceram os ingressos caros, a violência, os flanelinhas, os reboques, a troca da cerveja nas arquibancadas pelo botequim da esquina com direito a tira gosto e geladas pelo preço da entrada. Sem briga, sem preocupação de onde estacionar.

O Cruzeiro é apenas mais uma vítima dessa linha de show. O Regulamento Geral da CBF é descumprido no seu artigo 25, que proíbe jogos com intervalos inferiores a 60 horas. Cadê o Sindicato dos Atletas? Cadê o Bom Senso FC?

Hoje, o Cruzeiro é prejudicado. Na próxima rodada, será o Atlético. Infelizmente, estamos vendo essa repetição de prejuízos técnicos das equipes. O pior, se pelo menos os valores fossem fantásticos como são na Europa, os clubes conseguiriam montar duas ou mais equipes competitivas. Mas não é.

O prejudicado é o torcedor que tenta discutir no barzinho esses jogos de uma pobreza técnica sem fim.

Escreva seu comentário

Preencha seus dados

ou

    #ItatiaiaNasRedes

    RadioItatiaia

    Especialista aponta que vistorias e análises em áreas turísticas podem mostrar processos de desgaste natural dos terrenos

    Acessar Link

    RadioItatiaia

    O prêmio de R$ 1,5 milhão não é reajustado há 12 anos pelo programa

    Acessar Link