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Maradona, ‘la mano de Dios’

Maradona, ‘la mano de Dios’

O mundo do futebol chora a morte de Maradona. E eu também. Lógico, um gênio da bola. Nunca estive com o Dieguito. Mas fui ouvir amigos jogadores de várias seleções brasileiras que conviveram com ele. Um cara do bem. Se um dia fez mal, foi a ele mesmo. Uma pena partir tão novo, aos 60 anos.

Vindo dos lugares mais pobres da sociedade argentina, venceu o jogo da vida com seus dribles curtos com o pé esquerdo e gols magistrais. As TVs fazem brilhar nossos olhos com seus lances mágicos.

E os nossos irmãos argentinos se atreveram a perguntar: quem foi melhor, Pelé ou Maradona? E mundo se meteu a responder.

Com a licença poética do atacante Bruno Henrique, cria da Copa Itatiaia, lá no bairro Concórdia – e com o aval de Álvaro Damião –, digo: Pelé está em outro patamar.

Maradona merece ser reverenciado, amado, querido e colocado na prateleira de cima dos maiores do futebol.

Na minha primeira cobertura de Copas do Mundo, nos Estados Unidos em 1994, pela Rádio Itatiaia, Dom Diego me fez correr o complexo de imprensa, o IBC de Dallas, atrás de sua suspensão por uso de medicação proibida para emagrecimento, conforme exame após uma partida da Argentina.

Os americanos não queriam sua presença no Mundial devido a sua ligação com a máfia italiana e as drogas. A Fifa disse que Maradona iria jogar e jogou. O caso de doping era a chance de eliminá-lo da competição. Conseguiram. E assim acabava o encanto de ver um craque em campo depois de Pelé.

Deus te ilumine onde estiver!

Foto: Divulgação/Conmebol